Polícia
Minist�rio confirma a PF no caso Fid�lis
| GILVAN FERREIRA Repórter O Ministério da Justiça deve confirmar hoje pela manhã a participação oficial da Polícia Federal (PF) na apuração da morte do fazendeiro Fernando Fidélis, ocorrida no último dia 28 de outubro, dentro do presídio Baldomero Cavalcanti. O inquérito sobre a morte de Fidélis está parado na polícia judiciária desde o dia 12 de novembro, quando o delegado Marcílio Barenco pediu afastamento do inquérito alegando motivos de ?foro íntimo? e excesso de trabalho. O pedido para a entrada da Polícia Federal no caso Fidélis foi feito pelo governador Ronaldo Lessa no dia 18 de outubro, mas uma divergência sobre a indicação de um delegado da Polícia Civil para também acompanhar as investigações provocou uma mal-estar entre o governador e a cúpula da Polícia Federal em Alagoas. A Gazeta apurou que Lessa não teria aceitado a indicação do delegado Jobson Cabral pelo superintendente da Polícia Federal, Carlos Cotta, e dos três promotores que investigam o caso. Cotta e os promotores argumentavam que como Cabral já investiga a morte do pistoleiro Cícero Belém, assassinado no último dia 2 de novembro, em uma emboscada, ele seria o nome mais indicado para participar das investigações com a PF. Segundo a assessora de Comunicação Social do Ministério da Justiça, Cristina Pedroza, o governador Ronaldo Lessa teve um encontro com o ministro Márcio Thomaz Bastos no último dia 18, quando teria ficado acertada a participação da PF no caso Fidélis. ?Eu posso garantir que o ministro teve um encontro com o governador, quando ficou acertada a participação da Polícia Federal nessa investigação, mas somente amanhã [hoje] poderei informar o que está causando esse atraso?, disse. ### Promotores investem no caso Belém Com o atraso na decisão sobre a participação da Polícia Federal (PF), os promotores Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar de Mendonça suspenderam os trabalhos de investigação, segundo eles, pela necessidade de definir a relação de depoimentos de testemunhas e de acusados no crime, a análise de provas e a definição de perícias e de diligências. Há também uma preocupação dos promotores com a proteção da vida das testemunhas da morte de Fernando Fidélis. Os promotores foram informados que o irmão de Fernando Fidélis, Fabiano Fidélis, que foi transferido do módulo III, onde o fazendeiro foi assassinado, para um módulo de segurança, teria recebido ?recados? de um dos acusados de envolvimento no crime ?para que ficasse calado?. Caso Belém Hoje pela manhã, os promotores vão ter um encontro com o delegado Jobson Cabral para definir as primeiras medidas conjuntas para o esclarecimento da morte do pistoleiro Cícero Belém. Os promotores e o delegado Jobson Cabral vão definir a relação das pessoas que serão ouvidas e a data dos depoimentos dos deputados estaduais Cícero Ferro (PMN) e Francisco Tenório (PMN), que foram citados nos primeiros depoimentos das testemunhas do assassinato de Belém, que antes de ser morto teve um encontro com os dois parlamentares no condomínio Aldebaran, no Tabuleiro do Martins. Caso Garibalde O juiz da Vara de Execuções Penais, Marcelo Tadeu, disse ontem que deve julgar até a próxima segunda-feira o recurso da promotora do Ministério Público Estadual (MPE) Delma Maria Costa de Azevedo Pantaleão, que pede a anulação da decisão que colocou em liberdade o ex-PM Garibalde Amorim, condenado pela morte do tributarista Sílvio Vianna. Garibalde Amorim, que cumpria pena de 32 anos e 10 meses de prisão, conseguiu do juiz Marcelo Tadeu o benefício da progressão de pena. A concessão da liberdade a Garibalde Amorim aconteceu depois que ele passou a colaborar com o Ministério Público e a Justiça. Para a promotora, Garibalde não poderia receber o benefício da liberdade por ter sido condenado por dois homicídios, sendo um hediondo. Segundo o juiz Marcelo Tadeu, a sua primeira medida seria analisar se a promotora teria competência para sugerir a anulação da sua decisão, já que ele recebeu um parecer do Ministério Público favorável à concessão do benefício ao ex- PM Garibalde Amorim. ?Eu só recebi hoje [ontem] o recurso da promotora e vou começar a analisá-lo, mas antes vou avaliar se a promotora tem competência para atuar nesse recurso. Até a próxima segunda-feira terei uma decisão sobre o assunto?, disse. Marcelo Tadeu revelou que deve ir a Brasília para uma audiência com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, quando vai discutir a atual situação do sistema prisional e a onda de violência em Alagoas. |GF