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Bomba de efeito moral cont�m rebeli�o

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| FÁTIMA ALMEIDA Repórter Um princípio de rebelião no presídio Cirydião Durval, na manhã de ontem, mobilizou o Grupo de Ações Especiais (Gape), que invadiu a unidade, inclusive com o uso de granadas de efeito moral, para conter 12 rebelados do módulo G7. Há duas semanas as rebeliões nos presídios alagoanos têm ocorrido com uma freqüência fora do comum. Segundo o diretor-geral do sistema penitenciário, coronel Cícero Tavares, os presos tiveram ferimentos superficiais, mas ninguém precisou de atendimento de emergência fora do presídio. ?Foram situações que puderam ser tratadas aqui mesmo?, disse ele. A rebelião começou por volta das 8 horas e, às 9h30, já havia sido contida. Os rebelados queimaram colchões e estouraram paredes. O módulo ficou parcialmente destruído e, segundo o diretor do sistema, alguns presos não poderão voltar para lá. De acordo com o coronel Tavares, os detentos se rebelaram contra a decisão de retirar o reeducando José Dilson de Melo, que é representante do G7. ?Como ele lidera o módulo conseguiu promover essa rebelião, juntamente com Alexsandro Alves, contra a sua saída?, disse o coronel Tavares. Segundo ele, o sistema penitenciário já vinha investigando há alguns dias o envolvimento de Dilson e Alexsandro com a venda de drogas dentro do presídio. Como a suspeita foi confirmada, houve a decisão de retirá-los do local. ?Eles não vão mais poder voltar para o módulo?, disse o coronel. O diretor-geral esclareceu, ainda, que apenas 12 reeducandos do módulo G7 participaram da rebelião de ontem. ?Outros 12 pediram para ser retirados imediatamente do local, quando o movimento começou?. TROCA-TROCA Na última terça-feira foi publicada no Diário Oficial a exoneração do diretor do presídio Cyridião Durval, Djalma Santana, que está sendo substituído pelo major PM Jorge Euclides Vasconcelos. Essa é a quinta substituição no quadro de diretores da Secretaria de Ressocialização, desde a última quinta-feira. Na terça-feira o governo deu início à transferência de presos do Rubens Quintella, para recuperar os estragos da última rebelião. 35 detentos foram levados para o Baldomero Cavalcanti; 11 para o presídio de Arapiraca e 40 estão sendo acomodados no Cirydião Durval. Segundo o coronel Tavares, outras transferências ainda serão feitas. É preciso tirar cerca de 200 presos, para que as obras de recuperação dos estragos provocados pelas rebeliões possam ser iniciadas no Rubens Quintela. ?Não pode ser um processo rápido. Existe uma norma que se chama convivência. Não podemos trazer presos de uma penitenciária para outra sem que sejam aceitos pelos que já estão. Tem que haver negociação?, justificou o coronel.

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