Polícia
Delegado ainda n�o ouviu detentos
| GILVAN FERREIRA Repórter O delegado Denisson Albuquerque, que preside o inquérito que apura a morte dos irmãos Fabiano dos Santos, 29, e Luciano dos Santos, 28, degolado pelos presidiários durante a rebelião no presídio Rubens Quintella, no último dia 16, ainda não tem data para ouvir o depoimento dos presidiários ?Índio?, ?Bruno?, ?Chelo? e ?Batoré?, acusados de envolvimento nos crimes. Luciano e Fabiano dos Santos teriam sido assassinados por vingança; eles fariam parte de um grupo rival dos quatro acusados. Denisson Albuquerque tinha decidido aguardar que a Secretaria de Ressocialização retomasse o comando do presídio, que vinha sendo dominado por parte dos 378 presidiários, desde o dia 5 de novembro, quando aconteceu a primeira rebelião dentro do presídio, que foi parcialmente destruído pelos detentos. O comando do presídio Rubens Quintella foi retomado aos poucos depois da transferência de 148 presidiários, entre eles, ?Índio?, ?Chelo?, ?Bruno? e Batoré? que foram para o presídio Luiz Oliveira, em Arapiraca. Mais acusados O delegado Denisson Albuquerque investiga a participação de pelo menos mais quatro presidiários no crime, que devem ser indiciados e denunciados por duplo homicídio. Denisson Albuquerque tem até o próximo dia 16 para concluir o inquérito e encaminhar à Justiça. Entretanto, esse prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias. Marcados para morrer Ontem, a Gazeta teve acesso a uma relação com nomes de presidiários que estariam ?marcados para morrer? dentro do sistema prisional. Constam da relação os nomes de ?Diego?, ?Bulachão?, ?Danielle?, ?Alysson?, ?Cão?, ?Tom?, ?Nido Galo Cego?, ?Macumbinha?, ?Leleu?, Tutú, ?Luizinho?,?Nôra?, ?Alan Pitú?, ?Cajú?, ?Rodolfo? e ?Marcelino?. A assessoria de comunicação da Secretaria de Ressocialização informou que ainda não teve acesso à suposta lista, mas adiantou que o procedimento adotado nesses casos é a adoção de medidas por parte dos diretores dos presídios para evitar que as ameaças sejam efetivadas.