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Davino � acusado de obstruir a Justi�a

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| GILVAN FERREIRA Repórter O diretor-geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino, acirrou mais ainda o clima de tensão entre a cúpula da Polícia Civil e o Ministério Público (MP), que entraram em rota de colisão depois da prisão do ex-secretário de Ressocialização, Valter Gama, do ex-diretor do presídio Baldomero Cavalcanti, delegado Jair Macário, e dos diretores José Jorge Santos, Mário Jorge Gomes Bezerra e o agente penitenciário Cristiano Ferreira, suspeitos de envolvimento no assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis, ocorrido no último dia 28 de outubro, dentro do presídio Baldomero Cavalcanti. Ontem, os promotores Marcus Mousinho, Alfredo Gaspar de Mendonça e Karla Padilha tinham agendado pela segunda vez o depoimento do ex-diretor do Baldomero Cavalcanti, que está preso na sede do grupamento Tigre, desde o último dia 17, mas foram surpreendidos pela decisão da direção da Polícia Civil de não autorizar o deslocamento de Macário ao Fórum de Maceió. O depoimento estava marcado para as 14h, mas às 17h30 os três promotores receberam um ofício de Davino alegando que não iria apresentar Jair Macário, porque ele estava sob custórdia da direção do grupamento Tigre. O diretor do grupamento Tigre, delegado José Laurentino, disse à Gazeta que não tinha recebido nenhum pedido oficial da direção da Polícia Civil para deslocar o delegado Jair Macário para prestar depoimento no Fórum de Maceió. Segundo os promotores, o diretor-geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino, pode responder por crime de prevaricação e obstrução da Justiça. ?Essa explicação do diretor da Polícia Civil não nos convence, pois o grupamento Tigre é subordinado a ele. O ofício foi enviado no último dia 28, mas fomos informados que ele não encaminhou o documento ao Tigre. Ele [Davino] respondeu ao ofício ontem, às 17h30, dizendo que estava impossibilitado de apresentar o Jair Macário, porque a custódia dele estava com o diretor do Tigre?, criticou o promotor Marcus Mousinho, acrescentando: ?Nós vamos informar todos os fatos ao procurador-geral de Justiça, Coaracy da Mata Fonseca, e vamos sugerir uma denúncia por prevaricação e obstrução do trabalho da Justiça?. Habeas corpus Ontem, os advogados de Jair Macário entraram com uma ação na 8ª Vara Criminal pedindo a concessão de um habeas corpus preventivo para tentar evitar que os promotores de Justiça tomassem o seu depoimento. Segundo os promotores, o juiz Braga Neto não deve conceder o pedido de habeas corpus, já que o recurso deveria ser encaminhado ao Tribunal de Justiça. Marcus Mousinho, Alfredo Gaspar de Mendonça e Karla Padilha também decidiram pedir a revogação da prisão do agente penitenciário Cristiano Ferreira, que está preso na carceragem da Polícia Federal, desde o último dia 14. Já com relação ao pedido de habeas corpus impetrado pelos advogados do delegado Jair Macário e dos dois ex-diretores do Baldomero Cavalcanti, Mário Jorge Gomes Bezerra e José Jorge Santos, os promotores deram parecer contrário. devolução de inquérito O juiz José Braga Neto recebeu ontem os pareceres dos três promotores e deve decidir até a próxima segunda-feira sobre a concessão ou não do pedido dos acusados. Braga Neto também pediu aos promotores a devolução do inquérito policial que apura a morte de Fernando Fidélis.

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