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MP e pol�cia investigam 2 assassinatos

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| GILVAN FERREIRA Repórter Agora é definitivo. Depois de dois adiamentos, os promotores Marcus Mousinho, Alfredo Gaspar de Mendonça e Karla Padilha se engajaram ontem nas investigações sobre o assassinato do pistoleiro Cícero Bélem, que aconteceu no último dia 2 de novembro, em um trecho da Avenida Durval de Góes Monteiro, no Tabuleiro do Martins. Os três promotores já vêm atuando nas investigações do assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis, que ocorreu no último dia 28 de outubro, dentro do presídio Baldomero Cavalcanti. Ontem, os promotores tiveram um encontro com o delegado Jobson Cabral, que preside o inquérito policial. Na reunião, que aconteceu na sede do Ministério Público, em Jaraguá, os promotores e o delegado trocaram informações e reforçaram a tese da ligação entre o assassinato de Fernando Fidélis e de Cícero Belém, que, segundo eles, tiveram a participação de integrantes do crime organizado. Segundo o delegado Jobson Cabal, que já tem os nomes dos supostos envolvidos no assassinato de Belém, as duas mortes estão diretamente relacionadas. Ele prometeu que vai chegar aos autores materiais dos dois assassinatos. ?A atuação dos promotores visa facilitar o trabalho de investigação. A partir de agora vamos retomar os depoimentos e agilizar as investigações. Já temos elementos para esclarecer a morte de Belém, que também tem relação com o assassinato de Fernando Fidélis. Nós vamos chegar aos autores materiais, mas não vamos ainda revelar nomes para não prejudicar as investigações?, disse Cabral. A Gazeta apurou que na próxima segunda-feira os promotores vão pedir a quebra do sigilo telefônico de um dos supostos autores materiais da morte de Belém. Liberdade O agente penitenciário Cristiano Ferreira, acusado de envolvimento no assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis, deixou ontem a carceragem da Polícia Federal, onde estava preso desde o último dia 14 de novembro. O juiz da 8 ª Vara Criminal, José Braga Neto, concedeu o habeas corpus ao agente penitenciário com base em parecer dos promotores Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar de Mendonça, que tinham pedido a sua prisão com base na suposta participação de Cristiano Ferreira no plano para assassinar o fazendeiro Fernando Fidélis. Ao deixar a sede da Polícia Federal, Cristiano falou rapidamente à imprensa. Ele disse que não tinha nenhum envolvimento na morte de Fidélis e que a partir de agora voltaria ao trabalho no presídio Baldomero Cavalcanti. ?Não tenho particapação nenhuma na morte de Fernando Fidélis, isso vai ser comprovado. Agora, o que eu mais quero é voltar para o meu emprego no Baldomero?, disse Cristiano. ### Lisboa assume culpa por obstruir Justiça O subdiretor-geral da Polícia Civil, delegado Roberto Lisboa, assumiu ontem a responsabilidade pela não apresentação do ex-diretor do presídio Baldomero Cavalcanti, delegado Jair Macário, na última quinta-feira, para depoimento aos promotores Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar de Mendonça, que apuram a morte do fazendeiro Fernando Fidélis. De acordo com Lisboa, não teria sido o diretor-geral da polícia, Robervaldo Davino, que estaria impedindo o trabalho da Justiça. ?Enviei aos promotores um ofício informando que ficamos impossibilitados de apresentar o delegado, em virtude de o mesmo encontrar-se custodiado na base do Tigre, à disposição do juiz da 9ª Vara Criminal, José Braga Neto, que tem o poder de autorizar o deslocamento do delegado?, disse. Os promotores disseram que não tinham interesse em polemizar o assunto, mas estariam encaminhando ao juiz Braga Neto um ofício pedindo a presença do delegado Jair Macário. Ele deve se apresentar na próxima segunda, no Fórum de Maceió, para ser ouvido sobre o seu suposto envolvimento na morte de Fidélis. Também ficou definido pelos promotores o encaminhamento ao procurador-geral de Justiça, Coaracy da Mata Fonseca, um relatório com pedido de abertura de processo por prevaricação contra o diretor Davino, que estaria tentando obstruir o trabalho do MP. |GF

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