Polícia
Mac�rio se recusa a falar aos promotores
| GILVAN FERREIRA Repórter O ex-diretor do presídio Baldomero Cavalcanti, delegado Jair Macário, preso desde do último dia 17, no grupamento Tigre, acusado de envolvimento no assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis, ocorrido no último dia 28 de outubro, dentro do presídio Baldomero Cavalcanti, foi levado ontem ao Fórum de Maceió - para prestar depoimento aos promotores Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar de Mendonça. A convocação de Macário provocou uma ?guerra? entre o diretor-geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino, e o Ministério Público Estadual. Ontem, inclusive, o procurador-geral de Justiça, Coaracy da Mata Fonseca, recebeu a denúncia dos três promotores contra Davino, que é acusado de prevaricação [quando funcionário público deixa de cumprir sua função para satisfazer interesse pessoal). Davino foi acusado pelos promotores de tentar impedir o depoimento de Macário, que teve que ser adiado por duas vezes. Macário só compareceu ao Fórum depois que o juiz da 8ª Vara Criminal, José Braga Neto, determinou que a presença dele para cumprir o pedido do Ministério Público. Macário, que chegou ao Fórum acompanhado por advogados e pelo presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas (Adepol), delegado Antônio Carlos Lessa, não aceitou falar aos promotores, alegando que só falaria sobre as acusações ao juiz José Braga Neto. Segundo os promotores, o depoimento de Jair Macário serviria para suprimir algumas dúvidas do inquérito que investiga a morte de Fidélis e para que o delegado fizesse a sua defesa. Os promotores não quiseram antecipar o relatório das investigações, que devem ser concluídas até a próxima sexta-feira. Antes disso, eles vão ouvir o depoimento do ex-secretário de Ressocialização, Valter Gama, que deve ocorrer até a próxima sexta-feira. Habeas-corpus Hoje, o pleno do Tribunal de Justiça deve julgar o pedido de habeas-corpus de Jair Macário e de Valter Gama que aguarda em liberdade o julgamento do recurso contra a sua prisão decretada pelo juiz da 8ª Vara Criminal, José Braga Neto. Também hoje os dois diretores do presídio Baldomero Cavalcanti, Mário Jorge Gomes Bezerra e José Jorge Santos, devem deixar a carceragem da Polícia Federal, onde estão presos desde o dia 14 de novembro. Na última sexta-feira, o juiz José Braga Neto concedeu habeas-corpus ao agente penitenciário Cristiano Ferreira. Caso Belém Também hoje, o delegado do 4º Distrito, Jobson Cabral, deve ouvir às 9h, na sede do Ministério Público, o depoimento de uma das principais testemunhas da morte do pistoleiro Cícero Belém, ocorrida no último dia 2 de novembro, em um dos trechos da Avenida Durval de Góes Monteiro. O depoimento da ?testemunha-chave? vai ser acompanhado pelos promotores Marcus Mousinho, Karla Padilha e Alfredo Gaspar de Mendonça. Cabral também deve encaminhar hoje à ALE uma intimação para que os deputados Cícero Ferro (PMN) e Francisco Tenório (PMN), que têm foro privilegiado, agendem o dia e o local para que possam ser ouvidos no inquérito que apura o assassinato de Cícero Belém. Antes de ser morto, Belém teria tido um encontro com os dois parlamentares.