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Delegado adota nova linha em crime

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| FELIPE FARIAS Repórter Atalaia - A polícia pode adotar uma outra linha de investigação que afasta o assassinato de José Melquíades dos Santos, coordenador do Movimento Nacional dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em Atalaia, de ligações com a questão agrária na região, admitiu ontem o responsável pelas apurações, delegado Gilson Sousa. Ele não quis adiantar a tese a ser adotada pela polícia, sob o argumento de que sua divulgação pode prejudicar a investigação. Adiantou somente que até o fim da semana pode ter ?novidades? sobre o caso - sem, mais uma vez, querer revelar de que tipo seriam. ?O que posso dizer apenas é que não se trata ainda do desfecho do caso. Para consegui-lo, muito provavelmente teremos de usar o prazo de trinta dias, de que dispomos legalmente, e ainda pedir prorrogação por igual período. Mas, pode haver novidades, sim?, limitou-se a dizer. Ontem, o delegado tomou o depoimento da mãe de Jaelson, Margarida dos Santos, e hoje deve colher mais quatro. No entanto, as pessoas a serem ouvidas hoje não são da família do coordenador do movimento. Outros familiares de Jaelson só falarão à polícia na próxima sexta-feira, pois as investigações deverão ser interrompidas amanhã, por causa do feriado alusivo à Nossa Senhora da Conceição. O depoimento da mãe de Jaelson, que já tinha sido ouvida, foi justificado pelo delegado pelo fato de que, em crimes dessa natureza - encomendados e executados por pistoleiros - a cada etapa da investigação, o aparecimento de novos elementos exige que as informações tenham de ser conferidas com pessoas ligadas à vítima. Desde o assassinato, o crime foi atribuído a proprietários de terra descontentes com a atuação de Jaelson à frente do movimento rural. Emboscada Jaelson foi morto numa emboscada, por dois homens que vinham numa motocicleta. O crime aconteceu numa estrada do assentamento Timbozinho, zona rural de Atalaia, na terça-feira, 29 de novembro. ?De início, tínhamos dois suspeitos e apenas uma linha de investigação, que apontava para um crime passional. Depois, descartamos isso e passamos a trabalhar a questão como um crime provocado pela questão agrária. Agora, acabamos encontrando elementos para uma terceira linha de investigação?, informou o delegado. Ele não disse que motivação aponta a nova linha de investigação e revelou que, agora, com os novos elementos, tem três suspeitos do assassinato, em vez de dois. O delegado pedirá prorrogação do inquérito.

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