Polícia
Fam�lia de subgerente � seq�estrada
| MAIKEL MARQUES Repórter Arapiraca - Quatro homens fortemente armados invadiram na noite da última segunda-feira a residência do subgerente do Banco do Brasil (BB) de Maravilha, Albani Luiz da Silva, e seqüestraram a esposa dele, Cristina Brandão da Silva, e uma das filhas do casal, Bárbara Brandão da Silva (12). As vítimas foram mantidas como reféns na zona rural de Águas Belas (PE) e liberadas ontem pela manhã antes do pagamento do resgate, que tinha sido estipulado em R$ 50 mil. Albani Luiz foi surpreendido pelos assaltantes às 23h de segunda-feira, quando descansava com seus três filhos, enquanto aguardava o retorno da esposa, que faz faculdade em Palmeira dos Índios. Cristina Brandão chegou em casa por volta das 23h30 e entrou em desespero quando viu esposo e filhos sob mira de revólver e pistola. ?Ela e a filha mais velha foram então levadas pelo bando para Pernambuco?, conta o capitão Roberto Valle, do 7º BPM. O gerente teria sido instruído a ficar em silêncio e retirar R$ 50 mil do cofre da agência para entregar a um dos seqüestradores que estariam esperando o pagamento do resgate no centro de Santana do Ipanema. O gerente pediu ajuda das Polícias Civil e Militar, que entraram no caso e passaram a monitorar as negociações com o bando. Enquanto Cristina Brandão e sua filha Bárbara permaneciam amarradas sob mira de revólver dentro da caatinga em Águas Belas (PE), o gerente se deslocava a Santana com um pacote vazio e sob custódia de quatro policiais à paisana. Antes disso o grupo teria decidido abortar o seqüestro por suspeitar da presença policial. As duas reféns foram liberadas às 8h de ontem. Segundo apurou a Gazeta, o grupo utilizou o veículo Escort Vermelho para cruzar a fronteira de Pernambuco com Alagoas para abandonar as reféns, ainda amarradas, à margem da BR 423, em Ouro Branco, onde se comunicaram com o gerente. Em estado de choque, Cristina não quis dar entrevista, mas afirmou, por intermédio do policial com o qual a reportagem manteve contato, que não sofreu violência física. O caso vem sendo investigado pelo delegado regional de Santana do Ipanema, Rosivaldo Villar. Ainda de acordo com a PM, o grupo de seqüestradores circulava pela cidade há mais de oito dias. Duas pessoas que residem em Maravilha foram presas ontem pela manhã e encaminhadas à Delegacia de Ouro Branco. Elas são suspeitas de participar da quadrilha de seqüestradores repassando informações sobre a rotina do subgerente, que foi retirado de Maravilha sob forte esquema de segurança. Até o final da tarde de ontem, a Polícia Civil não tinha divulgado as identidades dos dois suspeitos presos. Ainda de acordo com a Polícia Militar, não houve tentativa de assalto à agência do BB de Maravilha. Mesmo assim, o comando do 7º Batalhão da PM, sediado em Santana do Ipanema, decidiu reforçar o esquema de segurança na cidade a partir de hoje, para resguardar os gerentes.