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Soldado PM ataca e tortura ex-mulher com seu capacete

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MAIKEL MARQUES Repórter Piranhas - O soldado PM Evandro Augusto Rocha, 41, lotado no 4º BPM de Canindé do São Francisco (SE), invadiu, na tarde da última quarta-feira, a residência do pároco de Piranhas, Sizino Lemos, e espancou por mais de 30 minutos sua ex-esposa, a professora Silvana Queirós Araújo, 41. Ela buscou refúgio na casa do religioso há 20 dias para fugir às agressões e ameaças de morte feitas pelo ex-marido, que não teria aceitado a separação e a venda da casa do casal em Piranhas. A professora Silvana Queirós ocupava um pequeno cômodo da residência em companhia do filho de 12 anos, mas complicou sua situação ao ligar para o marido. ?Ela não dizia onde estava, Anotei então o número do telefone e descobri o endereço na lista telefônica. Fui tentar uma conversa. Como ela não quis, perdi o controle?, confessa o militar. Evandro Rocha também utilizou o termo ?perda de controle? para definir os crimes de invasão de domicílio, depredação do patrimônio privado e lesão corporal contra a mãe de seus dois filhos. De acordo com Claudenice Araújo, funcionária da casa paroquial, Evandro invadiu a casa às 16h30, depois da recusa de ser atendido pela ex-esposa. Ele pulou as grades, empurrou a porta a força e invadiu o quarto onde ela se escondia com o filho. O filho do casal, um jovem de 12 anos, testemunhou ?as cenas de horror?. Segundo relatos do jovem à Gazeta, Evandro começou a agredir a ex-esposa com o próprio capacete, que provocou forte sangramento. ?O sangue descia pelos cortes da cabeça. Ela também passou a vomitar sangue?, contou o jovem, que também foi ameaçado de morte pelo próprio pai. ?Se não saísse da frente, disse que ia me matar?, completou. Armado com um revólver calibre 38 de procedência duvidosa e sem registro, Evandro espancou a ex-esposa por quase 30 minutos. Só encerrou a sessão de tortura com a chegada de uma guarnição da Polícia Militar. Cuspindo muito sangue, Silvana Queirós foi levada às pressas ao hospital de Piranhas, onde chegou inconsciente. ?Vivi momentos de puro terror. Eu me separei há dois anos porque não agüentava tanta traição. Quando decido ir embora, este monstro aparece e me espanca. Tudo porque discorda da venda de uma simples residência?, explicou a professora, que prestou queixa ontem cedo ao delegado Kelmann Vieira, de Piranhas. Evandro Rocha está preso na Delegacia de Piranhas. Ele responderá pelos crimes de porte ilegal de arma, violação de domicílio e lesão corporal?. ?Eu só queria conversar. O sangue subiu e eu perdi o controle?, tentou se explicar o militar.

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