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TJ adia habeas-corpus para delegados

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| GILVAN FERREIRA Repórter O Tribunal de Justiça (TJ) adiou o julgamento dos pedidos de habeas-corpus dos delegados de União dos Palmares, Ailton dos Prazeres, e de Monterópolis, Gilberto França, presos na última quarta-feira, acusados do assassinato do motorista Cícero Neto Silva, ocorrido em maio deste ano, no município de Santana do Ipanema, durante uma operação policial. Os dois delegados estão presos em uma cela especial do grupamento Tigre, no Farol. A prisão preventiva dos delegados Prazeres e França foi decretada pelo juiz de Santana do Ipanema, Galdino Amorim, que acatou denúncia do Ministério Público Estadual. O desembargador Orlando Manso foi sorteado para analisar o pedido de habeas-corpus dos delegados. Manso informou que o julgamento da liminar deve ser anunciado na próxima semana. Se o desembargador decidir pela manutenção da decisão do juiz Galdino Amorim, os advogados dos delegados podem recorrer ao pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas. Manso pediu informações sobre o processo ao juiz, que servirão para subsidiar sua decisão, que pode ser mantida ou anulada pelo pleno do TJ. Os advogados de Ailton Prazeres e Gilberto França alegaram que ainda não tiveram acesso aos autos para definir a linha de defesa a favor dos delegados. A defesa alega que os delegados agiram no estrito dever legal e que a morte de Cícero Neto teria ocorrido de forma ocasional. Os delegados informaram que o motorista estava armado e teria feito menção de sacar sua arma e deflagrar um disparo. A defesa também alega que os delegados têm residência fixa, não interferiram nas investigações e não representam ameaça à ordem legal. Sem reação A esposa de Cícero Neto reconheceu o delegado Gilberto França como o autor do disparo que matou seu marido. Ela garante que não houve tentativa de fuga ou intenção de seu marido reagir à prisão. França também é investigado por suposto envolvimento com clonagem e venda de veículos roubados. O presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas (Adepol), delegado Antônio Carlos Lessa, disse que acredita na inocência dos delegados, que estão recebendo apoio da instituição.

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