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Juiz decreta a preventiva dos 5 acusados

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| CARLA SERQUEIRA Repórter O juiz da 3ª Vara Criminal da Capital, Pedro Augusto Mendonça de Araújo, decretou ontem a prisão preventiva dos acusados de matar o estudante Guilherme Magalhães Cabral, 23 anos, na madrugada do último dia 3 de novembro. ?A julgar pelas provas indiciárias contidas nos autos, trata-se de crime praticado por cinco pessoas e com requintes de planejamento e divisão de trabalho entre os criminosos?, publicou, ontem, o magistrado, no Diário Oficial do Estado. De acordo com a polícia, a vítima foi abordada por dois homens armados quando chegava em casa, no Farol. Guilherme dirigia um Fiesta Sedan de cor azul-marinho, levado pelos bandidos juntamente com ele. João Tenório Gomes e Edenilton Alexandre dos Santos, vulgo ?Neném?, foram reconhecidos por testemunhas e presos no dia 11 de novembro. O primeiro ofereceu seu carro, um Gol vermelho, placa KLQ 3963/CE, para o delito. Em seu depoimento à polícia, João Tenório revelou como o bando se encontrou após o crime: ?Por volta da meia-noite e meia, Marreco chegou no bar dirigindo o meu carro. Neguinho e Neném chegaram 45 minutos depois dirigindo um Fiesta azul escuro dizendo que haviam ?apagado? o dono do carro?, disse, afirmando que foi Neném quem matou, com dois tiros, o estudante Guilherme. O apelido Neguinho pertence a Carlos Eduardo Mendonça Costa. Os outros acusados são Franklin Roosevelt dos Santos e Wellington - ainda não identificado completamente, mas conhecido como ?Marreco?. Para fundamentar sua decisão, o juiz explicou que nos autos, ?os indiciados afirmaram estar acostumados à prática de assaltos e se auto-intitularam ?bronqueiros?. Isso torna mais plausível a hipótese de formação de quadrilha e gera um justificado receio de que a colocação dos mesmos em liberdade possa deixar a ordem pública fragilizada com o cometimento de novos crimes?. Apontado por João Tenório como autor material do crime, Neném diz que a vítima foi levada por João e Neguinho. ?Combinamos de praticar um assalto e fomos ao Farol esperar qualquer carro entrar na esquina. Eu, Frank e Marreco ficamos no Gol enquanto João e Neguinho ficaram a pé na esquina, esperando para abordar e assaltar. O carro que entrou foi um Fiesta azul-marinho. João e Neguinho, de armas em punho, anunciaram o assalto e a vítima colocou as mãos na cabeça e foi para o banco de trás. Eles tomaram outro destino e nós fomos para um passaporte?, detalhou. Ainda segundo Neném, João e Neguinho chegaram ao passaporte por volta da 1h, sem a vítima. O carro ficou escondido num lava-jato. ?João disse que a ?parada? havia sujado, pois a mãe da vítima estava ligando direto para o celular?. O bando resolveu, no dia seguinte, carbonizar o carro. João Tenório, dono do Gol que serviu de apoio para o latrocínio, achou melhor ir à polícia avisar que seu carro fora roubado, achando que se livraria da acusação, mas caiu em contradições e acabou confessando sua participação e revelando onde o corpo foi escondido. Os cinco acusados foram indiciados por latrocínio, ocultação de cadáver e formação de quadrilha e devem ficar presos até o julgamento.

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