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Nº 5731
Polícia

Circense � morto antes do espet�culo

| IVAN NUNES Repórter União dos Palmares - O artista circense Francisco de Assis Fonseca Filho, 25, conhecido no mundo artístico como “Júnior”, foi assassinado na última sexta-feira com cinco tiros de revólver calibre 38 todos desferidos na cabeça a pou

Por | Edição do dia 20/12/2005 - Matéria atualizada em 20/12/2005 às 00h00

| IVAN NUNES Repórter União dos Palmares - O artista circense Francisco de Assis Fonseca Filho, 25, conhecido no mundo artístico como “Júnior”, foi assassinado na última sexta-feira com cinco tiros de revólver calibre 38 todos desferidos na cabeça a poucos metros do local onde atuava como trapezista e apresentador do Circo Charles. O crime aconteceu quando Júnior convidava a população local para mais uma noite de atrações no circo instalado no bairro Roberto Correia de Araújo, em União dos Palmares, há uma semana. Na noite anterior, segundo relato de testemunhas e colegas da vítima, Júnior apresentava ao público a “rumbeira” do pequeno circo, quando um espectador, também conhecido como Júnior, teria resolvido assediá-la durante sua performance. Naquele momento, o trapezista teria parado o espetáculo e pedido respeito ao desconhecido para com a profissional, o que teria deixado o rapaz nervoso. Na ocasião, eles teriam batido boca até que o trapezista solicitasse à segurança do circo para convidar o rapaz a sair por estar perturbando a ordem, sendo prontamente atendido. Na opinião do “homem-bala”, outro artista circense e que assistiu a tudo, o ocorrido desmotiva o pessoal que trabalha no circo. “Isso não deveria ter acontecido, pois nós vivemos disso aqui”, disse. Segundo o homem-bala, quando o desconhecido foi colocado para fora do circo pelos seguranças, o agressor saiu jurando Júnior de morte. “E não deu outra”. Por volta da meia-noite e meia do mesmo dia, o show já tinha acabado quando Júnior se encontrava do lado de fora do circo. Foi então que alguns funcionários do circo viram um desconhecido passar numa bicicleta e a pouco metros do local efetuando três disparos que atingiram um Corsa de placa MVA 7660, pertencente ao dono do circo, Gilvan da Costa Rego, 29. Segundo testemunhas, a pessoa que disparou contra Júnior possuía as mesmas características do rapaz que teve a discussão com a vítima dentro do circo. “Esse rapaz que fez isso com o Júnior estragou a vida da gente”, disse o proprietário do circo, Gilvan Costa. “É preciso respeitar o artista circense”, complementou, acrescentando ter remetido ao II Batalhão de Polícia Militar de União dos Palmares ofício solicitando a presença do reforço policial para manter a ordem a cada espetáculo, mas que, de acordo com ele, não teria sido atendido. Apreensivos Francisco de Assis trabalhava como trapezista e locutor no circo Charles fazia oito anos. Seu assassinato deixou todos os artistas apreensivos. No dia em que aconteceu o crime não houve espetáculo e, no último domingo, o circo Charles deixou União dos Palmares rumo a Maceió, cancelando a turnê que seria feita ainda nos municípios de São José da Laje, Ibateguara e Santana do Mundaú. No domingo à tarde, quando o circo retornava para Maceió, dois ocupantes numa moto, não identificados, deram vários tiros contra um dos veículos do circo que veio a capotar nas proximidades do município de Branquinha. Apenas danos materiais foram registrados pela Polícia daquela cidade. O matador do trapezista e locutor continua foragido.

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