Polícia
Vereador suspeito tem liberdade negada
GILVAN FERREIRA Repórter O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Estácio Gama, negou ontem o pedido de habeas-corpus em favor do vereador de Atalaia Gilvânio Soares de Oliveira, acusado de ser o mandante do seqüestro e das mortes dos irmãos evangélicos Elizafran e Eliane Almeida de Lima, assassinados em agosto deste ano. O vereador foi preso no último dia 15, pelo delegado Gilson Sousa, numa festa de confraternização da Câmara de Vereadores de Atalaia, e transferido para a sede do grupamento Tigre, no bairro do Farol, em Maceió. Segundo o delegado, o vereador teria contratado três supostos pistoleiros, Cícero dos Santos, o ?Moleza?, José Sotero da Silva Filho, o ?Lelé?, e Marcelo Lima da Silva para assassinar Elizafran Almeida, que não aceitava a tentativa do político de ?dominar? os votos dos evangélicos. A irmã de Elizafran, Eliane Almeida, teria sido assassinada por estar presente no momento do seqüestro. O delegado apurou que Gilvânio teria autorizado os pistoleiros assassinar Eliane para ?não deixar testemunhas?. Prazos No seu despacho, o desembargador Estácio Gama alega que o advogado do vereador, Welton Roberto, não apresentou, em seu recurso, pressupostos para a concessão do habeas-corpus. O desembargador determina um prazo de 10 dias para que o juiz da comarca de Atalaia, Mirandir César, encaminhe informações sobre o decreto de prisão de Gilvânio Soares. O Ministério Público terá dois dias para encaminhar parecer sobre o pedido de habeas-corpus em favor do vereador. O advogado Welton Roberto disse que ia avaliar a decisão do desembargador para ver se iria entrar com o pedido de habeas-corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou recorrer ao pleno do Tribunal de Justiça (TJ), que volta do recesso no dia 2 de janeiro do próximo ano.