Polícia
Ju�za anuncia pris�es no caso Macl�ia
| REGINA CARVALHO Repórter ?A mãe dela sempre acreditou na Justiça. Os responsáveis pela morte não ficarão impunes. Se depender de mim não?. A declaração é da juíza da Comarca de São Miguel dos Campos, Nirvana Mello, sobre o assassinato de Macléia dos Santos, 23 anos, em fevereiro deste ano. A magistrada informou que deve anunciar a sua decisão sobre a decretação das prisões dos acusados pela morte de Macléia no início do próximo mês, depois do recesso de fim de ano. ?Vou me pronunciar sobre esse caso no dia 2 de janeiro, porque não tive tempo com tanto trabalho que tivemos nos últimos dias. Tive que dar prioridade aos réus presos?, declarou Nirvana Mello. O processo sobre a morte de Macléia ficará em São Miguel dos Campos e não voltará para Atalaia, como chegou a ser cogitado por promotores de Justiça, que chegaram a alegar que a vítima teria desaparecido do município, onde vivia, e, por isso, o mais correto seria a decisão ficar sob responsabilidade da Justiça de Atalaia. ?A competência é de São Miguel?, acrescentou a magistrada. O delegado regional de São Miguel dos Campos, Antônio Carlos Lessa, pediu, há quase cinco meses, a prisão da fazendeira Amália Miranda Lopes, que é esposa do juiz de Anadia Willamo Lopes e do mototaxista José Sérgio Azevedo, apontados, respectivamente, como autores intelectual e material do crime. Terceiro delegado a apurar o caso, Antônio Carlos lamentou que o crime ainda esteja impune. ?Acho que a Justiça deveria ser mais ágil para que crimes não fiquem impunes?, comentou o delegado. No volumoso inquérito que investigou o seqüestro e morte de Macléia, que teve um filho com o juiz Willamo, o delegado juntou indícios que apontaram Amália e Sérgio como responsáveis pelo assassinato. ?Na investigação juntei indícios que comprovassem a participação da fazendeira e do mototaxista no crime?, relatou Lessa. O delegado reforça que conseguiu relatos de que a esposa do juiz teria ameaçado uma médica porque ela estava ?se aproximando? de Willamo Lopes. ?Tivemos a informação de que ela ameaçou por telefone uma médica. Na época, ela negou o crime, mas ouvi testemunhas que reforçaram o possível envolvimento dela?, destaca. Ainda vivendo em Atalaia, os parentes de Macléia são ?obrigados? a encontrar com os acusados pela morte da jovem. José Sérgio é visto com freqüência na praça central da cidade onde trabalha normalmente como mototaxista. A mãe da vítima, Inês dos Santos, cuida do neto Wagner, fruto do relacionamento da filha com o juiz. Macléia desapareceu de Atalaia, no dia 2 de fevereiro deste ano, em companhia do mototaxista. Dias depois seu corpo foi encontrado num matagal de São Miguel dos Campos.