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Acusado de agress�o ainda desaparecido

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| BLEINE OLIVEIRA Repórter A delegada especializada da Mulher, Fabiana Leão, entendeu que não é sua de competência o inquérito sobre a agressão que uma servidora da Maternidade Santa Mônica sofreu na favela Cidade de Lona, localizada próximo ao conjunto Eustáquio Gomes, no Tabuleiro. Identificada como Maria Cícera, a funcionária foi agredida fisicamente, e o veículo público que a conduziu ao local, apedrejado. Segundo a delegada, como o caso é de dano ao patrimônio público, delito considerado pela lei mais grave que a lesão, a competência é do distrito policial onde a ação aconteceu. Neste caso, o 10º DP, que tem o delegado Denisson Albuquerque como titular. Outro argumento de Fabiana Leão é que a agressão a Maria Cícera não ocorreu por sua condição de mulher. ?Não foi uma questão específica de gênero, que são os crimes investigados por esta especializada?, explica ela. Enquanto a polícia não inicia as investigações, o acusado pela agressão à servidora da Santa Mônica, Valniran Bertolino da Silva, continua desaparecido. Ele teria esmurrado Maria Cícera ao saber, por ela, que sua mulher, Vânia Inácio da Silva, havia falecido naquela maternidade. Diante da notícia e, segundo familiares dele, pela forma seca, ?sem sentimentos?, como Cícera lhe informou da morte da esposa, Valniran partiu para a agressão, enquanto moradores apedrejavam a Kombi usada pela funcionária. O caso aconteceu no último domingo, 25. ?O delegado vai discriminar a conduta de cada um e classificar os crimes?, revelou Fabiana Leão.

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