Polícia
Guerra entre pol�cias mata mais um
| LELO MACENA Repórter O policial civil Robson Rui, envolvido no episódio que ficou conhecido como ?A guerra das polícias?, foi assassinado com 4 tiros dentro de uma barraca de fogos de artíficio, ontem, por volta das 19h30, no Barro Duro, próximo ao Fórum da capital. Segundo testemunhas, os autores dos disparos foram dois homens que chegaram a pé ao local. Os tiros provocaram um incêndio em outras barracas do local. Robson Rui ainda chegou a ser socorrido e levado à Santa Casa de Misericórdia, mas não resistiu aos ferimentos. Testemunhas também disseram que os assassinos estavam recebendo cobertura de motoqueiros. Segundo a Gazeta apurou, o policial civil fazia bico negociando fogos em uma barraca armada no Barro Duro. Robson Rui era segurança do bicheiro Plínio Batista, também um dos maiores exportadores de fogos de artifício de Alagoas. Atualmente, Robson Rui estava lotado no 4º Distrito Policial e trabalhava com o delegado Jobson Cabral, que estava de plantão ontem e esteve no local do crime. ?Soubemos que houve troca de tiros entre os homens que chegaram atirando e uma pessoa que estava com o Robson no momento do crime?, disse o delegado. Até o fechamento dessa edição, a polícia estava realizando diligências para tentar encontrar os matadores do policial civil. Segundo o delegado Jobson Cabral, a polícia já teria alguns suspeitos, mas ele preferiu não adiantar mais detalhes. HISTÓRIA DE MORTES Envolvido na chamada guerra das polícias, Robson Rui havia sido absolvido este ano no julgamento pela morte do policial civil Valter Dias Santana, assassinado com mais de 50 tiros, na Via Expressa, em junho de 2003. Juntamente com ele foram absolvidos o policial civil Afredo Souza Pontes, o ?Alfredinho? e o ex-PM Josué Teixeira da Silva, o ?Teixeira?, todos eles reconhecidos pela mulher de Valter Dias, Tânia Lima, que estava no banco do carona no dia em que seu marido foi morto. Em entrevista à Gazeta, em novembro passado, ela se mostrou inconformada, segundo ela, com o clima de impunidade em Alagoas. Tânia Lima disse, também, que seu irmão está ameaçado de morte porque resolveu colaborar com a polícia e denunciar um grupo de extermínio que estaria agindo em Alagoas. A viúva de Valter Dias também criticou a Justiça porque não a convocou para depor, já que ela era a principal testemunha Em liberdade, Robson Rui e Alfredo Souza Pontes haviam voltado a trabalhar na Polícia Civil. Robson Rui é a mais nova vítima da guerra entre policiais que já vitimou Valter Dias Santana, Sinvaldo Feitosa - este morto cerca de trinta dias depois da morte de Valter -, Vanilo Lima e Walkmar dos Santos, estes últimos mortos este ano.