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Delegado suspeito inicia investiga��o

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| GILVAN FERREIRA Repórter O delegado do 6º Distrito, Valdir Soares de Carvalho, começou a investigar o assassinato do policial civil Robson Rui Gomes de Araújo, 45, executado a tiros, na noite da última sexta-feira, no Barro Duro. Robson Rui era um dos acusados de envolvimento na ?guerra de policiais? que resultou na execução de quatros pessoas, entre elas os policiais Valter Santana e Sivaldo Feitoza; o estudante Flávio Albuquerque, cunhado do policial civil Valter Lima, suposto líder da facção inimiga do grupo de Robson Rui, e do ?chumbeta? Walkmar dos Santos. Apesar de Valdir de Carvalho ter iniciado a investigação, a assessoria da direção geral da Polícia Civil revelou que o delegado do 6º Distrito deve ser substituído no comando das investigações. Ontem Valdir de Carvalho teria encaminhado um expediente solicitando que outro delegado assumisse o caso, alegando razões pessoais e o grande número de inquéritos existentes naquela distrital. Até as 17h de ontem, o documento não tinha chegado ao diretor-geral da Polícia Civil, delegado Robervaldo Davino, que vai avaliar se mantém Valdir de Carvalho ou nomeia outro. Valdir de Carvalho chegou a ser denunciado pelo seu suposto envolvimento na morte do pistoleiro Ebson Vasconcelos, que denunciou a sua participação na morte do tributarista Sílvio Vianna. Carvalho teria uma forte ligação com o policial Robson Rui e por isso sugeriu o seu afastamento do caso. Pelas primeiras investigações da Polícia Civil, Robson Rui foi morto com dois tiros, dentro de uma tenda de venda de fogos de artifício, por dois homens, que fugiram em direção ao bairro da Serraria. De acordo com a polícia, dois homens conversaram com o policial, atiraram e fugiram a pé. Os tiros atingiram também a tenda de fogos e uma kombi, que estava estacionada no local e pegou fogo. Robson Rui estava armado, mas não teve tempo de sacar a pistola PT 40. Ferido numa das mãos e no peito, ele morreu a caminho da Santa Casa de Misericórdia. O corpo foi sepultado no sábado, no Cemitério Nossa Senhora da Piedade, no Prado. A polícia investiga a possibilidade de o crime ter sido cometido por vingança ou queima de arquivo. Robson Rui respondeu a processos pelo assassinato de dois vendedores de fogos, identificados como Jurandir e Genival, mas foi absolvido. Ele também foi investigado no assassinato do bicheiro José Osório, da esposa dele, Margarida, e de um filho ?Osorinho?, que apareceu morto em Pernambuco. Na época, ele tinha acabado de entrar na Polícia Civil. Os crimes teriam sido motivados pela disputa de pontos de jogos. Robson Rui também era suspeito do assassinato do comerciante conhecido como Lessa ou ?Barra?, primo do governador Ronaldo Lessa. A vítima foi morta a tiros num posto de combustíveis na Jatiúca.

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