Polícia
Morte ser� investigada por 3 delegados
| GILVAN FERREIRA Repórter O diretor-geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino, indicou ontem uma comissão formada por três delegados para investigar a morte do policial civil Robson Rui Gomes de Araújo, executado, na última sexta-feira, por dois homens, em uma tenda de fogos, no bairro da Serraria. A comissão vai substituir o delegado do 6º Distrito Policial, Valdir de Carvalho, que pediu afastamento das investigações sobre o assassinato alegando ?motivos pessoais?. Por decisão do diretor-geral da Polícia Civil, os delegados de Marechal Deodoro, Edézio Costa, Cícero Rocha, do 5º Distrito da capital, e a delegada de Crimes Ambientais, Simone Marques, vão assumir o comando das investigações. Segundo o secretário de Defesa Social, Paschoal Savastano, a morte do policial civil Robson Rui, que era acusado de envolvimento com a ?guerra da Polícia Civil?, deve ser apurada de forma ?forte? e rigorosa. ?Nós temos que colocar um basta nisso [guerra de policiais civis]. Isto não pode voltar a acontecer. Temos que oferecer uma resposta à sociedade e recolocar uma ordem interna na instituição?, disse Savastano. Vingança? O policial civil Robson Rui era apontado na morte dos policiais Valter Santana e Sinvaldo Feitoza, do comerciante Vanilo Lima da Silva e do ?chumbeta? da Polícia Civil Wolkmar dos Santos, que, antes de ser assassinado, em novembro do ano passado, revelou os motivos da ?guerra? entre os grupos de Robson Rui e Valter Santana. Segundo Wolkmar dos Santos, a ?guerra? entre os policiais civis, que faziam parte de uma célula criminosa, teria começado depois do assassinato da deputada federal Ceci Cunha, em dezembro de 1998, que teria sido executada pelos policiais civis Robson Rui, Fininho, Sinvaldo Feitosa e Walter Santana, que eram aliados. Wolkmar disse que o grupo recebeu R$ 300 mil pelo crime, mas começaram a briga quando foram ?dividir? o dinheiro. Wolkmar também denunciou a participação do grupo em pelo menos 18 outros crimes. A Gazeta apurou que a polícia investiga a possibilidade do assassinato de Robson Rui ter sido provocado por vingança. Uma outra linha está ligada a um crime cometido por vingança. Além da suspeita de envolvimento nos assassinatos dos policiais civis Valter Santana, Sinvaldo Feitoza e do ?chumbeta? Wolkmar dos Santos, Robson Rui vinha sendo investigado pelas mortes do bicheiro José Osório, da esposa dele, Margarida, e do filho José Osório Filho, além de dois vendedores de fogos, identificados como Jurandir e Genival (crimes do qual foi absolvido) e do comerciante conhecido como Lessa ou ?Barra?, primo do governador Ronaldo Lessa. A vítima foi morta a tiros num posto de combustíveis na Jatiúca. Segundo a assessoria da direção geral da Polícia Civil, os três delegados terão 30 dias para concluir o inquérito. Eles iniciam o trabalho hoje pela manhã.