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Vereador suspeito continua foragido

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A Secretaria Executiva de Defesa Social (SDS) apresentou ontem Adelmir Berto de Pontes, 21, e Marivaldo Cândido dos Santos, 29. Eles seriam integrantes de um grupo criminoso liderado pelo vereador Alexandre Cardoso da Silva (PV), o ?Júnior Pagão?, que teria praticado pelo menos quatro seqüestros em Maceió, Messias e Rio Largo. ?O último dos seqüestros praticados pelo bando aconteceu por trás do campo do Corintians. Eles também são acusados do seqüestro de um parente de um funcionário do aeroporto, de um procurador e outros cometidos em Rio Largo?, disse o diretor-geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino. Ele informou que a polícia procura mais três seqüestradores, apontados como integrantes do grupo comandado por Júnior Pagão, que continuava foragido até ontem à noite. Os dois acusados juram inocência, mas, para a polícia, as investigações realizadas por vários meses pelo delegado de Rio Largo, Marcílio Barenco, dão subsídios suficientes para apontá-los como participantes de seqüestros. ?Já ouvi falar que ele [vereador] é matador. Mas não tenho nada a ver com o Júnior Pagão. Fui preso por outra coisa?, declarou Adelmir Berto. Ele foi preso no dia 17 de novembro do ano passado, sob acusação de receptação de veículos roubados. Pelo menos quatro vítimas reconheceram os acusados. Foragido O vereador, que teve a prisão preventiva decretada na última quarta-feira pela juíza de Rio Largo, Marlene Madeiros, continua foragido. Ele rebateu a acusação ontem pela manhã, em um programa de rádio, e atribuiu a citação de seu nome como líder da quadrilha que praticava seqüestros a um problema pessoal com o delegado Marcílio Barenco. Júnior Pagão prometeu se entregar à polícia em breve. O diretor de Policiamento do Interior (Depin), Alcides Andrade, acredita que o vereador é, realmente, o líder da quadrilha. ?Foi feito reconhecimento e as investigações estão substanciadas. Os acusados estão fazendo sua defesa e por isso negam envolvimento. É uma quadrilha com muitos integrantes, mas até o momento tudo leva a crer que ele [Júnior Pagão] era o líder?, disse Alcides Andrade. A Gazeta apurou que Júnior Pagão já havia sido denunciado por suspeita de envolvimento no assassinato do policial civil Sandoval Silva Souto e do estudante Andresson Felipe Alves, mortos em 2002, no município de Rio Largo. A quadrilha também seria responsável pelo ataque à fazenda Santa Maria, no último mês de novembro, que culminou com a morte do vigia José Feitosa de Lira e da caseira Maria José da Silva. Adelmir e Marivaldo estão presos na sede do grupamento Tigre, em Maceió. |RC

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