Polícia
M�e e filha n�o revelam nada novo
| EDNELSON FEITOSA Repórter Os delegados que apuram o assassinato do policial civil Robson Rui Gomes de Araújo ficaram frustrados ontem com o depoimento da viúva, Inês Lopes de Araújo, no Departamento Metropolitano de Polícia de Maceió. Ela declarou desconhecer quem tivesse interesse em matar seu marido e disse ignorar a existência de uma ?guerra? entre policiais. Também foi ouvida Patrícia Rúbia Lopes de Araújo, filha de Robson Rui. Segundo o delegado Cícero Rocha, que preside a comissão designada pelo diretor-geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino, a viúva não revelou nada de importante sobre o homicídio, ocorrido numa tenda de fogos de artifícios na Avenida Juca Sampaio, no Barro Duro, no último dia 30 de dezembro. Inês relatou que o marido estava fazendo uma ligação no celular, quando um homem se aproximou e efetuou os disparos. O delegado Cícero Rocha quer esclarecer a explosão de uma kombi cheia de fogos, ocorrida no momento do atentado contra Robson Rui. O veículo estava estacionado ao lado da tenda da vítima e, de acordo com as declarações da viúva, a explosão afastou as testemunhas do local. Ela própria diz que buscou abrigo enquanto o marido era executado com vários tiros. O proprietário da kombi, identificado como Antônio, será intimado a depor. ?Precisamos descobrir se a explosão foi para desviar a atenção das testemunhas ou foi causada por um dos projéteis disparados pelo matador do policial?, diz o delegado. Robson Rui foi acusado pela Polícia Civil de ter iniciado o conflito, após se envolver na morte do policial civil Valter Dias, crime ocorrido em 2004, na Serraria. Ele foi julgado, mas acabou absolvido no mês de junho de 2005. O policial também era suspeito de ter assassinado o colega Sinvaldo Feitosa. ATIRADOR Mesmo tendo negado ter visto de perto quem teria atirado em seu marido, a viúva de Robson Rui disse que o suspeito seria um homem de 1m70, branco, magro, que chegou ao local de cara limpa e efetuou os disparos de uma distância aproximada de três metros. Ela acrescentou que Robson Rui, desde que saiu da prisão, vinha mantendo uma vida reservada e somente saía de casa para ir à igreja, pois tinha se tornado evangélico. A viúva disse, ainda, que ele falava pouco e nada comentou a respeito de possíveis ameaças de morte. O delegado Cícero Rocha transferiu o depoimento dos irmãos da vítima, Ricardo e Raimundo de Araújo, para hoje. Eles também estavam no local do homicídio e podem ter detalhes do outro homem que participou do atentado contra o policial.