loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Fam�lia teme repres�lia, diz pol�cia

Ouvir
Compartilhar

| EDNELSON FEITOSA Repórter Os delegados que integram a comissão designada para apurar o assassinato do policial civil Robson Rui Gomes da Silva afirmaram, ontem, que a família da vítima parece temer represálias e se nega a revelar nomes de suspeitos de envolvimento no crime, ocorrido na noite do último dia 30 de dezembro, numa tenda de fogos instalada na Avenida Juca Sampaio, no Barro Duro. Na manhã de ontem, foram os irmãos Ricardo e Raimundo de Araújo que apresentaram respostas evasivas às indagações do grupo de delegados. Eles praticamente repetiram as informações prestadas pela viúva de Robson Rui, Inês Lopes de Araújo, de que não sabem quem mandou matar o policial. Apontados como testemunhas oculares do atentado, eles declararam para o presidente da comissão, delegado Cícero Rocha, que estavam de costas no momento dos disparos que mataram Robson e que viram somente um homem fugindo, enquanto a Kombi onde trocavam mercadoria explodia. AMIGOS O delegado Cícero Rocha pretende procurar informações capazes de ajudar a polícia no esclarecimento do crime, por meio de depoimentos de outros parentes, bem como amigos. Ele pretende ouvir o bicheiro e fabricante de fogos Plínio Batista, já na próxima quinta-feira. Robson se apresentava como primo de Plínio. O vendedor de fogos, identificado como Verçosa, amigo pessoal de Robson Rui, também será notificado pela polícia. O delegado Rocha não descarta a hipótese de policiais, amigos de Robson Rui, serem chamados para prestar depoimento sobre possíveis intrigas, principalmente quanto à questão da ?guerra? entre policiais que já matou mais de dez pessoas. Existem também muitas pessoas ameaçadas como é o caso do policial Alfredo Pontes, o ?Alfredinho?, ligado a Robson Rui, e Valter Lima, o cunhado de Valter Dias Santana, primeira vítima do conflito. Os parentes, talvez por medo, descartaram uma relação entre seu assassinato e a morte de policiais, apesar de Robson Rui ter sido acusado pela Polícia Civil de ter iniciado o conflito, após se envolver na morte do policial civil Valter Dias, crime ocorrido em 2004, no bairro da Serraria. Ele foi julgado, mas acabou absolvido no mês de junho de 2005. O policial também era suspeito de ter assassinado o colega Sinvaldo Feitosa.

Relacionadas