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Policial � suspeito de matar Robson Rui

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| EDNELSON FEITOSA Repórter O delegado Cícero Rocha, que preside a comissão designada para apurar a morte do policial civil Robson Rui, informou ontem que pretende ouvir o policial civil Valter Lima, apontado por testemunhas como único inimigo pessoal da vítima. Ele teria sido visto, segundo o delegado, rondando a tenda de fogos de Robson Rui na véspera do homicídio, ocorrido no último dia 30 de dezembro, no Barro Duro. Pelo que a polícia apurou até o momento, Valter Lima e Robson Rui se tornaram inimigos logo após o assassinato do também policial civil Valter Dias Santana, ocorrido em 2004. Valter Dias, conhecido como ?Doido?, era cunhado de Valter Lima. Inclusive, no momento do atentado, sua irmã, a bancária Tânia Lima, que ingressou no Programa de Proteção a Testemunhas do Ministério da Justiça, acabou baleada no rosto. Em novembro do ano passado, Tânia Lima, que se recuperava de uma cirurgia para retirada dos oito chumbos que ainda estavam no seu rosto e do projétil de pistola que continuava encaixado em sua coluna, falou à Gazeta com exclusividade. Na ocasião, ela disse ser uma pessoa revoltada com o clima de impunidade existente no Estado e falou da morte anunciada de seu irmão, Valter, um dos parentes que resolveram ?abrir o jogo? e acompanhá-la nas denúncias contra um grupo do crime organizado, que foi acusado da morte de Valter Dias. Tânia criticou a Justiça, por não ter convocado ela para depor, já que era a principal testemunha da morte do marido. ?Eu assisti ao crime e sei quem matou meu marido, mas não fui convidada a prestar depoimento em nenhum dos dois julgamentos?, afirmou Tânia durante entrevista. Três dos reconhecidos como acusados acabaram assassinados: Sinvaldo Feitosa, cerca de trinta dias depois da morte de Valter. Vanilo Lima e Walkmar dos Santos morreram no ano passado. Os dois últimos foram executados a tiros de forma misteriosa em crimes que a Polícia Civil não consegue esclarecer. NOVOS DEPOIMENTOS O delegado confirmou também, que está notificando o bicheiro Plínio Batista, que é primo de Robson Rui, e que mantinha uma tenda de fogos instalada próximo ao local onde o policial foi assassinado. ?Nós precisamos da colaboração dele, a fim de apontar outras inimizades do parente, pois a família não apresentou nenhum subsídio para esclarecer o crime?, frisou o delegado. Até o momento foram ouvidos pela comissão a viúva, Inês, a filha, Patrícia Rúbia, e os irmãos Ricardo e Raimundo de Araújo. Também está sendo notificado o comerciante Antônio ?da Kombi?, que estava próximo ao local do crime. Inclusive, a Kombi pegou fogo no momento do atentado.

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