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Nº 5735
Polícia

P�-de-cobra volta a acusar seguran�a

CARLA SERQUEIRA Repórter Pela primeira vez, os acusados de terem matado o fazendeiro Fernando Fidélis dentro do presídio Baldomero Cavalcanti, em outubro passado, defenderam-se na Justiça. Durante toda a tarde de ontem, o juiz da 9ª Vara Criminal,

Por | Edição do dia 17/01/2006 - Matéria atualizada em 17/01/2006 às 00h00

CARLA SERQUEIRA Repórter Pela primeira vez, os acusados de terem matado o fazendeiro Fernando Fidélis dentro do presídio Baldomero Cavalcanti, em outubro passado, defenderam-se na Justiça. Durante toda a tarde de ontem, o juiz da 9ª Vara Criminal, José Braga Neto, ouviu o delegado aposentado e ex-diretor do presídio, Jair Macário; o ex-chefe da guarda prisional, José Jorge de Oliveira, e o detento Edson dos Santos, réu confesso, conhecido como Pé-de-cobra. O primeiro a ser interrogado foi Jair Macário, o único entre os denunciados que responde ao processo em liberdade. Ele foi beneficiado por um habeas-corpus. Os outros dois continuam detidos na sede da Polícia Federal, há mais de dois meses. O advogado de Jair Macário, Fernando Maciel, pediu ao juiz Braga Neto para que fosse proibida a participação dos promotores Marcus Mousinho, Alfredo Gaspar de Mendonça e Karla Padilha nos interrogatórios. O promotor Marcus Mousinho estava presente. “Eles participaram das investigações e por isso não podem acompanhar os depoimentos à Justiça”, alegou Maciel. O pedido foi protocolado e dentro de três dias o juiz Braga Neto vai decidir se outros promotores serão ou não nomeados para acompanhar o caso. O ex-chefe da guarda prisional, José Jorge de Oliveira, foi o segundo a ser interrogado. “Ele não tem ligação nenhuma com esse crime. Não existem sequer indícios que o incriminem”, disse o advogado de defesa, Júlio César Cavalcante. Quando Pé-de-cobra entrou na sala, segundo o próprio Júlio César Cavalcante, já foi incriminando José Jorge de Oliveira. “Ele disse que havia recebido um telefonema encomendando o crime e que reconheceu a voz de Jorge. Mas o detalhe é que ele, antes, tinha tomado uma cartela de Rohypnol”, disse o advogado. Segundo Pé-de-cobra, horas depois, um homem encapuzado entrou no presídio e levou a arma usada por ele para matar Fernando Fidélis. Por volta das 20h, terminou o último interrogatório. O juiz José Braga Neto afirmou que recebeu uma fita com informações de que foi o ex-agente penitenciário Adilson de Omena Gomes, preso na delegacia de Roubos e Furtos por ter participado do assalto ao depósito da Brahma, no último mês de dezembro, quem teria passado a arma para o detento David dos Santos (liberado dias depois do crime por ter colaborado com as investigações) e este, por sua vez, a Pé-de-cobra. Sob suspeita, Adilson de Omena foi afastado por Jair Macário, até então, diretor do presídio. Dia 9 de fevereiro as testemunhas de defesa e acusação serão ouvidas. Depois, ficará a cargo do juiz a pronúncia ou despronúncia dos indiciados.

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