Polícia
Dois suspeitos dep�em na Justi�a
| DA EDITORIA DE CIDADES Mesmo com a fuga do principal suspeito de assassinar o estudante Guilherme Magalhães Cabral, o dono de lava-jato João Tenório Gomes - que escapou do 7º distrito no final de dezembro após serrar as grades e sair pela porta da frente, o juiz da 3ª Vara Criminal, Pedro Augusto, tomou ontem, no fórum do Barro Duro, os depoimentos dos outros suspeitos que continuam presos: Edenilton Alexandre dos Santos e Franklin Rosevelt dos Santos, acusados de participar do assassinato do estudante. O juiz não quis adiantar o teor do depoimento. O primeiro a depor foi Edenilton Alexandre, o Neném, acusado de ser o autor dos disparos. Ele continua negando a autoria material do crime, e acusa o comparsa Neguinho de ser o autor dos dois disparos que vitimaram Guilherme. INVESTIGAÇÃO Carlos Eduardo da Costa, o ?Neguinho?, Wellington, conhecido como ?Marreco?, além de João Tenório, estão soltos. Apenas Franklin e Edenilton continuam presos. A polícia também investiga a participação de uma pessoa que teria ajudado na fuga de João Tenório. ?Ainda estamos apurando, mas tudo leva a crer que se trata da mesma pessoa que deu cobertura ao bando, depois que o carro de Guilherme Cabral foi incendiado em Jacarecica?, revelou Temildo das Trevas, chefe do serviço do 7º distrito. O delegado Valdor Coimbra Lou é quem preside o inquérito policial para investigar a fuga. Os agentes que estavam de serviço devem ser ouvidos. O crime De acordo com o que foi apurado pela polícia, na madrugada do dia 3 de novembro o estudante Guilherme Cabral chegava a sua residência, dirigindo um Fiesta Sedan, azul-marinho, quando foi abordado por Neném e Neguinho. Os dois dirigiam o Gol vermelho, de propriedade de João Tenório, que era dono de um lava-jato onde Guilherme costumava mandar lavar seu carro. O objetivo inicial do grupo era roubar o veículo do estudante, mas como Guilherme, no momento do assalto, havia tomado nota da placa do carro de João, este teria autorizado a sua execução. O universitário Guilherme Cabral teve o carro assaltado no dia 2 de novembro, em uma rua próxima à Avenida Rotary. FORAGIDO Segundo o delegado Waldor Coimbra Lou, um homem conhecido como ?Marreco?, que ainda é procurado pela polícia, dirigia o Gol. Já Ednilton e Carlos Eduardo, o Neguinho (ainda foragido), abordaram o universitário. Depois de matar o universitário com dois tiros, a quadrilha enterrou o corpo do estudante em um terreno no Barro Duro e o carro foi queimado e deixado no bairro de Jacarecica, onde foi encontrado pela polícia um dia depois do crime.