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Litoral Norte sofre com falta de pol�cia

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| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Cidades do Litoral Norte, consideradas atrações para o turismo alagoano, e que concentram grande número de visitantes, a exemplo da Barra de Santo Antônio e Paripueira, não tinham recebido até ontem qualquer reforço no policiamento, como ocorreu em Barra de São Miguel, em conseqüência do aumento de casos de assaltos e roubos. Na Barra de São Miguel, a PM só colocou mais 20 policiais para reforçar a segurança dos 35 mil turistas que passam as férias de verão na cidade depois do assalto à casa de um juiz de Goiás que passava férias em Alagoas, ocorrido no final de semana passado. Antes, o policiamento da cidade era feito por apenas quatro militares. Essa é a situação hoje da Barra de Santo Antônio, uma das praias do Litoral Norte mais visitadas pelos turistas. A cidade conta apenas com quatro militares para fazer o policiamento do dia-a-dia da cidade. Dois a cada turno de 12 horas. Menos policiais O chefe de Serviço da Delegacia da cidade, Eduardo Marques do Nascimento, disse que ao invés de receber reforço, desde setembro o número de policiais foi reduzido. A delegacia, que tinha 16 policiais em serviço, conta hoje com efetivo de apenas 12 para o trabalho. Segundo o chefe de serviço, o maior número de ocorrências no município é de arrombamento de residências. Em média, são registradas entre 10 e 15 queixas de arrombamentos por mês. O policial disse que há 15 dias três assaltantes invadiram uma casa e levaram tudo que puderam. Dois deles foram presos e um continua foragido. Italiano assassinado Em agosto do ano passado, o italiano Gislavo Zurawhksi foi encontrado morto. Um dos assassinos confessos do italiano, Edjúnior Lima, ainda encontra-se preso na delegacia. As duas celas da delegacia estão com sete presos e não comportam mais ninguém. Eduardo disse que a maioria é acusada de arrombamento a residências. Nem mesmo a casa do delegado Anivaldo Aleixo escapou da ação dos assaltantes. Assim como outras delegacias da cidade, as instalações são precárias. Os cadeados das celas ficam ao alcance dos presos. Se não fosse as famílias, eles estariam passando fome. Até a alimentação dos policiais é comprada por eles com dinheiro do próprio bolso. Os policiais costumavam fazer refeições num restaurante da cidade, que decidiu suspender o serviço por atraso no pagamento. ### Batalhão de Paripueira não tem reforço Em Paripueira, o número de policiais militares é um pouco maior, cerca de oito, já que na cidade fica a sede da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar, que é responsável pelo policiamento desde a Praia de Guaxuma, em Maceió, até a Barra de Santo Antônio. O subcomandante da companhia, capitão Jefferson dos Santos Silva, reconhece que o efetivo é pequeno para cobrir toda essa área. Oficialmente, a companhia dispõe de 95 homens. Mas hoje só tem 87 homens disponíveis, já que alguns se encontram afastados por questões de férias ou licenças. Orientação a turistas O capitão Jefferson disse que o maior número de ocorrências na região é de assaltos a residências. Ele disse que procura orientar os turistas para que evitem ir à praia usando relógios ou jóias. Segundo o oficial, apesar de na alta temporada aumentar o número de turistas nas praias do litoral, por enquanto não houve reforço no policiamento. Pente-fino Ele disse, no entanto, que em período de festas, como recentemente na festa de Santo Amaro, em Paripueira, policiais de outras áreas são deslocados para reforçar o policiamento. A polícia também vem intensificando a realização de blitze e operações pente-fino. O empresário Jorge Tufi tem um restaurante há 9 anos na Praia de Paripueira. Ele disse que a maioria dos donos de barracas na orla já foi assaltada. ?Aqui todo muito já foi assaltado, a agência dos Correios, a loteria e os supermercados?. Jorge mantém um vigia noturno e talvez por isso não tenha sido assaltado até hoje. Turismo Apesar da onda de assaltos que aterrorizou turistas na semana passada em Barra de São Miguel e na Praia do Gunga, alguns visitantes que estavam ontem de manhã na Praia da Crôa, em Barra de Santo Antônio, se mostravam tranqüilos. O comerciante Adson Pedrosa, de Belo Horizonte, está hospedado com a família desde o dia 9 de janeiro na Praia de Guaxuma, em Maceió. Acostumado com a violência crescente em Belo Horizonte, ele diz que mantém a mesma rotina que em sua cidade, em relação aos cuidados com sua segurança e da família. Mas disse que tem se sentido tranqüilo até agora. ?Se eu estivesse no Rio de Janeiro, aí sim andaria mais assustado?. Adson elogiou a hospitalidade do povo de Alagoas que, segundo ele, não mede esforços para informar bem o turista. Só reclamou da falta de mapas da cidade. Falta limpeza O aposentado Laur Teixeira de Menezes está em Maceió desde agosto do ano passado. Ele disse que ficou chocado com a notícia do assalto à casa alugada por um juiz de Goiás em Barra de São Miguel. Mas disse que, por enquanto, não se sente inseguro na cidade. O que ele mais reclamou foi da falta de cuidado com a limpeza, não somente em Maceió como em cidades do Litoral Norte, a exemplo de Paripueira. |FAS

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