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Vereador trama assassinato de Barenco

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| GILVAN FERREIRA Repórter O Grupamento Tático Integrado de Resgates Especiais (Tigre) interceptou um plano para assassinar o delegado de Rio Largo, Marcílio Barenco, responsável pela desarticulação da maior quadrilha de seqüestradores em atuação em Alagoas. O plano seria comandado pelo vereador de Rio Largo, Alexandre Cardoso da Silva (PV), o ?Júnior Pagão?, acusado de liderar a ?superquadrilha? de seqüestradores, que também é suspeita de roubos e assaltos. Segundo as investigações do Tigre, Júnior Pagão, foragido desde do último dia 4, depois de ter tido a prisão decretada pela juíza Marlene Madeiros, teria oferecido dinheiro a um dos integrantes de uma quadrilha de forte atuação em Alagoas. Cabeça a prêmio O delegado Marcílio Barenco confirmou a descoberta do plano que visava impedir a continuação das investigações sobre a quadrilha de Júnior Pagão. ?O que posso dizer que o plano para me assassinar existe, chegaram a sugerir que a minha cabeça não tinha preço. Eu já estou tomando todas as providências sobre o caso e posso afirmar que vou continuar à frente de todas as investigações que estão sob o meu comando em Rio Largo?, afirmou Barenco. Segundo o delegado, ele já teria todos os detalhes do plano para assassiná-lo. ?Eu sei que eu estou incomodando muita gente em Rio Largo, fui informado do planejamento e quem teria interesse na minha morte, porém, já tomei algumas medidas de segurança, mas vou continuar investigando para chegar aos autores desse plano que foi tramado contra mim?, disse o delegado. Barenco já prendeu parte da quadrilha que seria liderada pelo vereador Júnior Pagão. Já estão presos José Benedito Sebastião, o ?Negão do Leite?, Marivaldo Soares, o ?Dão?, e Adailton dos Santos, o ?Chang?, mas as investigações para prender Júnior Pagão e mais quatro integrantes do grupo foram intensificadas, entre eles, o assessor do vereador Júnior Pagão, Du Pimentel, que teria fugido de Rio Largo. Novas ameaças Esta não é a primeira vez que o delegado Marcílio Barenco é ameaçado de morte durante as investigações de crimes. Em 2004, o delegado Marcílio Barenco já tinha sido ameaçado durante as investigações sobre os assassinatos do vendedor de joiás José Cerqueira e de seu motorista Majelo da Silva, executados em Coruripe. Barenco denunciou o ex-assessor do deputado estadual João Beltrão, o policial civil Jesse James, que foi condenado a 79 anos de prisão. Depois das ameaças, a cúpula da segurança pública de Alagoas decidiu transferir Marcílio Barenco para o município de Rio Largo, onde permanece desde de 2005. Marcílio Barenco é considerado um dos mais atuantes delegados da nova ?safra? de delegados aprovados no último concurso público, que aconteceu em 2003. Barenco passou também pelas delegacias de Teotônio Vilela e Coruripe.

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