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Policiais militares querem hora extra por sobrecarga de a��es

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| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter A sobregacarga de trabalho a que estão expostos os soldados da PM alagoana levou as associações de militares a pressionar o governo para acelerar o envio de um projeto de lei à Assembléia Legislativa que institui o pagamento do serviço extra. De acordo com o presidente da Associação dos Cabos e Soldados, Wagner Simas, a lei foi uma proposta apresentada pelas associações militares ao governo, no final do ano passado, e está sendo analisada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), para que o governo possa encaminhar o projeto para a ALE. Simas explica que muitos militares estão hoje extrapolando a carga horária de trabalho e não recebem nada pelo serviço extra. ?Muitos militares saem de uma escala de serviço de manhã e à tarde já são escalados para outros serviços?, explicou Simas. Por dia, de acordo com o militar, são empregados 800 homens em serviços extras. Por isso, a média de horas trabalhadas, que deveria de ser de no máximo 160 horas por mês, para alguns policiais ultrapassa mais de 200 horas por mês. Um policial da Radiopatrulha, por exemplo, tem uma escala de trabalho de 12 horas, com direito a 36 horas de folga. Se o trabalho é à noite, essa relação é de 12 horas de trabalho por 48 de descanso. No caso dos militares que fazem guarda em quartéis ou no palácio, a escala é de 24 horas de trabalho com direito a 48 horas de folga. Só que hoje poucos estão tendo direito de desfrutar esse tempo de folga, por causa do número reduzido de policiais para cumprir a escala de trabalho, principalmente nessa época de verão. Simas explica que em média, por seis horas de serviço extra, o militar receberia R$ 80. ?A maioria dos policiais não se incomodaria de fazer serviços extras, já que existe uma carência de pessoal na PM, desde que recebesse por isso. Até porque, devido aos baixos salários pagos aos policiais, muitos militares buscam complementar o orçamento familiar fazendo bicos?, diz Simas. O efetivo previsto para a PM é de 16 mil homens. Mas, de acordo com Simas, há menos de 50% desse efetivo. Mesmo assim, desse contingente apenas 35% estariam fazendo trabalho de policiamento nas ruas, já que há policiais afastados por motivo de doença, licenças ou que foram para a reserva. Além disso, existe uma grande quantidade de policiais à disposição dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Segundo Simas, a realização de concurso público anunciada pelo governo para a PM e o Corpo de Bombeiros vai ajudar a cobrir essa carência. ?Desde que os novos militares cumpram a sua finalidade de fazer o policiamento das ruas?, diz Simas.

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