Polícia
Acusado de roubar resid�ncias � preso
| EDNELSON FEITOSA Repórter A caçada ao líder da quadrilha que ataca residências no Ouro Preto, Gruta de Lourdes e Serraria acabou ontem. Policiais militares prenderam Alexandre Estevão da Silva, 21, o ?Bomba?, acusado de liderar uma gangue suspeita, também, de assaltos a taxistas e homicídios naquela área. Bomba é suspeito de matar a tiros de pistola 380 o taxista Ivanildo Ferreira dos Santos, 40, crime ocorrido no último dia 28 de dezembro, na Serraria. O acusado confessou 11 arrombamentos ao delegado do 4º Distrito, Jobson Cabral de Santana. Na maioria dos casos, as vítimas acordavam com o bando dentro de casa. ?Todos eram recolhidos a um quarto, enquanto eles fugiam do local, levando dinheiro, jóias e eletroeletrônicos?, contou o delegado. Bomba era o bandido mais procurado do bairro de Ouro Preto. De acordo com o delegado, o acusado revelou os nomes de seus cúmplices: ?Deivinho?, que é seu irmão; ?Colombiano?, que também tem envolvimento com drogas; ?Dil?; ?Jacó? e ?Langanho?. O taxista Ivanildo teria sido morto por Bomba e Deivinho, além de outro elemento da quadrilha, que ele não revelou a identidade. Bomba ajudou o delegado a prender o seu principal rival. Alex Fidélis Falcão, 26, o ?Bicudo?, também acusado de liderar uma quadrilha de assaltantes que atua nos bairros de Ouro Preto, Serraria e Murilópolis. No entanto, Bicudo só confessou pequenos assaltos. ?Eu gosto de tomar bicicletas e celulares, pois é fácil de vender?, destacou ele. O delegado Jobson Santana também conseguiu arrancar de Bomba o nome de um dos receptadores. Valdir da Silva Assis foi preso na Chã da Jaqueira. Com ele, o delegado apreendeu dois aparelhos de televisão de 29 polegadas e um DVD. Na manhã de ontem, o delegado recebeu a visita do procurador de Justiça Dilmar Camerino. Alertado para a prisão dos bandidos, ele levou à Delegacia pessoas que foram assaltadas pelo bando no ano passado e que reconheceram Bomba. Um irmão do taxista também está colaborando na investigação e vai encaminhar pessoas à distrital capazes de identificar o acusado no episódio da morte de Ivanildo. Durante depoimento, Bomba afirmou que sempre que era detido pela PM nunca estava armado, já que a arma ficava com outro delinqüente do bairro, identificado como Lucioberg dos Santos. Era ele quem, segundo Bomba, escolhia as vítimas e emprestava o revólver. Ficava com a metade do lucro.