Polícia
Ju�za d� liberdade a sobrinho de bicheiro
| REGINA CARVALHO Repórter Murici - Fausto Cardoso Batista Neto, o ?Faustinho?, principal acusado do assassinato de Juliana Cassiano da Silva, em abril do ano passado, está em liberdade desde ontem. A juíza da comarca de Murici, Aída Cristina Antunes, revogou a prisão do estudante a pedido do advogado Raimundo Palmeira. ?Não tinha como mantê-lo preso. Sabia que quando terminasse a instrução processual ele seria solto?, relatou o promotor de Justiça Napoleão Franco. Faustinho, que ficou foragido por quase cinco meses, permaneceu detido na delegacia de Murici menos de 60 dias. Ele é sobrinho do bicheiro Plínio Batista. ?Aleguei a desnecessidade da prisão, pois ele se apresentou espontaneamente. Pedi a impronúncia do meu cliente porque não existe materialidade do crime e nem indícios fortes de autoria?, acrescentou Raimundo Palmeira. Ele reforçou, ainda, que vai pedir à juíza a reabertura das investigações policiais. ?No laudo não fica clara a causa da morte?, relatou Palmeira. Julgamento O promotor Napoleão Franco entregou as alegações finais do MP à juíza na última sexta-feira, onde pede a pronúncia de Faustinho e Jadson Cansanção, também citado como envolvido no assassinato de Juliana e amigo de Faustinho. ?Encontrei indícios de envolvimento dos acusados no crime, por isso pedi a pronúncia deles?, disse o promotor. A juíza Aída Antunes deve decidir até a próxima semana se os acusados vão a julgamento ou se o processo será arquivado. ?Agora é a juíza quem decide se pronuncia ou não os acusados. Não me manifestei sobre a Rita de Cássia (amiga de Juliana, citada por envolvimento no crime e que ainda está foragida) porque em relação a ela o processo foi suspenso. Ela não foi citada pessoalmente. Isso é o que determina a lei?, destacou Franco. Para o promotor, os depoimentos durante a instrução processual não apresentaram significativas mudanças em relação ao que foi apurado no inquérito policial, presidido pelo delegado Élvio Brasil. Foram nove testemunhas arroladas pelo Ministério Público e cinco apresentadas pela defesa. ?Os depoimentos não trouxeram surpresa. O que foi apurado pelo delegado foi ratificado no processo?, destacou Napoleão Franco. Juliana Cassiano da Silva, 16, estava em companhia de um grupo de amigos num bar de Murici, no dia 10 de abril. Dois dias depois seu corpo foi encontrado por parentes boiando às margens do Rio Mundaú. No dia do seu desaparecimento ela foi vista com Faustinho, Rita de Cássia e Jadson, ex-funcionário de Plínio Batista, e teria sido forçada a sair com Faustinho, segundo investigação da polícia.