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L�der seq�estrador foge de cerco policial

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GILVAN FERREIRA Repórter O vereador de Rio Largo Alexandre Cardoso da Silva (PV), o ?Júnior Pagão?, acusado de liderar a ?superquadrilha? de seqüestradores, conseguiu fugir ontem de um cerco montado pelo delegado de Rio Largo, Marcílio Barenco. Segundo informações repassadas à polícia, o vereador Júnior Pagão estava refugiado em uma área de mata atlântica, pertencente à Usina Santa Clotilde. A área, conhecida como sítio Messias de Baixo, foi cercada pela equipe do delegado Barenco e policiais do Grupamento Tático Integrado de Resgates Especiais (Tigre). Os policiais tiveram dificuldades de acesso à área, que é cercada por extenso canavial e densa mata. Os parentes de Júnior Pagão, que foram surpreendidos no local, negaram que o vereador estivesse utilizando o sítio, que pertence à Usina Santa Clotilde, como local de esconderijo. O delegado Marcílio Barenco recebeu informações de que o vereador Júnior Pagão estava utilizando a área para se esconder. O delegado afirmou, ainda, que suspeitava que o local pode ter sido utilizado como cativeiro para manter as vítimas de seqüestro da quadrilha. ?Nós temos informes de que o vereador Júnior Pagão estava na área, que é praticamente isolada e vem sendo utilizada por seus parentes. Ele deve ter deixado o local antes da nossa chegada, mas nós vamos continuar as buscas para prendê-lo. Esse local também é suspeito de ter sido utilizado como cativeiro. Segundo uma das vítimas, o local para onde foi levada durante o seqüestro parecia desabitado, inclusive, dava para ouvir o canto dos pássaros, e pelo que nós vimos aqui é possível que a quadrilha tenha utilizado esse local como cativeiro?, disse Barenco. Mais 12 prisões O delegado Marcílio Barenco informou que vai pedir a prisão de mais 12 integrantes da quadrilha de seqüestradores. Ontem, o tio do vereador Júnior Pagão, Jorge Pagão, manteve uma reunião com o diretor-geral da Polícia Civil, delegado Robervaldo Davino. Jorge Pagão disse que o vereador vai se apresentar e negou que Júnior Pagão tivesse interesse na morte do delegado Marcílio Barenco. Barenco também ouviu ontem o depoimento de um dos supostos integrantes da quadrilha, Ricardo Marchante, que foi preso na semana passada com três revólveres. Ele negou que tivesse relação com o vereador Júnior Pagão, que, segundo Marchante, chegou a ameçá-lo de morte.

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