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Bandidos est�o vindo de fora, diz SDS

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| FÁTIMA ALMEIDA Repórter Alagoas pode estar recebendo criminosos de outros estados e este seria um dos motivos para o aumento dos índices de violência observado nos últimos meses. A hipótese é levantada pelo secretário de Justiça e Defesa Social, Paschoal Savastano, que aponta também a época de férias de verão como fator coadjuvante desse problema. Segundo ele, as ações de combate à criminalidade nos centros mais conhecidos pela violência urbana, a exemplo do Rio de Janeiro, acabam provocando a migração dos criminosos para outras regiões, inclusive de Alagoas. ?Essa é uma das várias vertentes para esse momento que vivemos. Outra é a época de verão e de férias, que acaba, também, contribuindo para o crescimento da violência?, diz ele. Em relação a esta vertente o secretário informou que estão sendo desencadeadas operações nos principais roteiros turísticos do Estado, como Francês, Gunga, Barra de São Miguel, Barra de Santo Antônio, Paripueira, Penedo e Pontal do Peba. ?Estamos reforçando o funcionamento das delegacias nessas jurisdições, principalmente nos fins de semana?. O secretário afirma que estão sendo reforçadas, também, as ações de fiscalização nas estradas, onde os assaltos a cargas e a ônibus têm se repetido com freqüência. Savastano reconhece que a polícia alagoana também sofre de outro mal no combate à criminalidade. O efetivo de 7.500 policiais militares não chega a 50% do que seria ideal. Além disso, 10% desse efetivo está afastado de suas funções, atuando em outros órgãos ou à disposição de autoridades em diversas esferas do poder. O secretário afirma que a admissão de cerca de 150 soldados voluntários permitirá colocar nas ruas igual número de policiais militares que estavam em funções administrativas. Segundo ele, a Defesa Social estuda o retorno dos que estão em funções de assessoria ou cedidos a outros órgãos para suas funções de origem. ?Aí teremos mais 750 policiais nas ruas?, diz ele. ### Crise na segurança antecipa reunião de fórum integrado O Gabinete de Gestão Integrada (GGI), entidade estadual multisetorial de Alagoas, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça, se reúne na próxima sexta-feira, em Maceió para discutir, entre outros assuntos, a crise na segurança pública no Estado. A reunião estava prevista para fevereiro, mas o secretário de Defesa Social, Paschoal Savastano, que preside o gabinete, admitiu ter antecipado a convocação devido ao momento que o Estado tem vivido em relação à criminalidade. ?Temos reuniões periódicas, mas resolvemos antecipar a convocação para janeiro, para discutir esses problemas. O GGI é um fórum muito importante para discutir com mais propriedade, aprovar e consolidar ações de combate à violência?, diz ele. A reunião, que ocorre às 10 horas de sexta-feira, na sede da Polícia Federal em Alagoas, terá a presença do coordenador da Secretaria Nacional de Segurança Pública, major Viegas, e vai reunir órgãos estaduais e federais ligados direta ou indiretamente com a questão da segurança pública e defesa social. Além da atual conjuntura local, o encontro vai avaliar as conclusões de trabalhos feitos pelos comitês estaduais de combate à proliferação a bares na periferia; ao uso de drogas, e à infração de menores, propostos pelos gestores de segurança pública e cidadania do Estado. |FA ### Mais de 2 mil servidores são capacitados Mais de dois mil servidores da Célula Coordenadora de Justiça e Defesa Social iniciam hoje uma série de cursos de capacitação, visando à preparação dos recursos humanos para atuar dentro dos padrões atuais de conduta cidadã. Serão 11 cursos, cada um com duração de seis semanas (180 horas), distribuídos em 66 turmas, abrangendo todos os órgãos que integram a célula. Segundo o secretário Paschoal Savastano, essa é a nova tônica da Defesa Social, depois da fase de investimentos em reaparelhamento das polícias, iniciada há algum tempo. ?É um programa de grande impacto, que faz parte dos planos nacional e estadual de Segurança Pública e suas diretrizes. Queremos buscar a harmonia com os demais setores sociais, adotando a prática educativa renovadora e adequada à nova ordem social?, destaca. Os cursos, com 12 disciplinas cada, têm como focos a adaptação de docentes para a segurança pública e comunitária; capacitação em processos administrativos para correição na segurança pública; adequação operacional para o gerenciamento de crises; uso legal da força; capacitação em imobilizações policiais; policiamento em dupla; capacitação em atendimento a vítimas da violência; e formação em gestão de facilitadores de grupo. Os servidores selecionados são policiais civis, militares e bombeiros, e técnicos do Centro de Perícias Forenses, da Secretaria Executiva de Ressocialização, da Secretaria Executiva de Direitos Humanos e do Procon. O programa foi montado em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, e o investimento é de R$ 584 mil, sendo a maior parte do governo federal. Na avaliação do secretário, os cursos vão refletir de forma positiva na luta contra a criminalidade em Alagoas. |FA

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