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TJ promete agilizar mandado de pris�o contra pistolagem

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter O presidente do Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas, desembargador Estácio Gama, em seu primeiro pronunciamento oficial sobre a crise na segurança pública do Estado, que chegou à tensão máxima no assalto em que ele próprio foi vítima (leia mais sobre o ataque nessa página), voltou a falar na criação de um núcleo de combate ao crime organizado em Alagoas. A principal função do núcelo, de acordo com o magistrado, será agilizar a análise dos mandados de prisão preventiva ou temporária contra grupos do crime organizado no Estado. ?Não vamos querer saber se esses grupos têm cobertura de magistrados, de políticos ou de quem quer que seja?, afirmou Gama. Segundo o desembargador, havia queixas de que devido à demora para expedição pela Justiça de mandados de prisão preventiva ou temporária, e quando eram liberados havia um vazamento de informações e os bandidos acabavam fugindo. Estácio Gama disse que os magistrados que vão compor o núcleo serão de sua extrema confiança. ?Queremos criar essa força-tarefa, nos moldes do que foi feito no Maranhão e no Espírito Santo, para dar tranqüilidade não aos integrantes do Poder Judiciário, mas a toda a sociedade? afirmou o presidente do Tribunal de Justiça. ### Governo pede e TJ reduz PMs na segurança Segundo Estácio Gama, a preocupação com a crise na segurança no Estado tinha sido motivo de uma conversa entre ele e o desembargador Costa Filho, membro da Câmara Criminal do TJ, duas semanas antes do assalto a sua casa em Paripueira. Diante dessa preocupação foi proposta a realização de uma reunião com o então secretário de Defesa Social, Paschoal Savastano, e com os três membros da Câmara Criminal, que acabou não sendo realizada. autoridade O desembargador reconhece que o episódio ocorrido dentro de sua casa em Paripueira não teria gerado uma grande mobilização da polícia e até a queda dos secretários de Defesa Social, Paschoal Savastano, e do comandante da Polícia Militar, coronel Edmilson Teixeira, se ele não fosse o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas. O presidente do TJ disse, ainda, que a boa relação que mantém com o governador Ronaldo Lessa e com o vice Luis Abílio não foi afetada pelo episódio. Ele informou que não recebeu nenhum telefonema de Lessa, mas no dia do assalto manteve contato com o governador em exercício, Luis Abílio. Redução de seguranças Estácio Gama afirmou que atendendo a uma solicitação do próprio governador houve redução no número de militares que faziam a segurança do Tribunal de Justiça. Dos 47 lotados no órgão, foram retirados 14. O presidente do TJ ponderou, no entanto, que os juízes reclamam da falta de segurança. ?Há 10 anos o número de militares da assessoria não tem aumentado, mas decidimos cooperar com o Estado para que houvesse mais militares nas ruas?. O desembargador Estácio Gama considerou corajosas as posições tomadas pelo procurador- geral de Justiça, Coaracy Fonseca, no dia do assalto a sua casa em Paripueira. Mas disse que a intervenção federal sugerida por Coaracy seria apenas para a área de segurança, como já havia ocorrido no passado. Nota da Almagis A Associação Alagoana dos Magistrados (Almagis) divulgou ontem uma nota de solidariedade ao presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas. Na nota, os magistrados exigem providências efetivas dos órgãos de segurança, especificamente da Secretaria de Justiça e Defesa Social. ?A Almagis vai estar atenta quanto à possibilidade de insurgência institucional no Estado e estuda as medidas jurídicas que poderá propor?, diz a nota. |FAS ### Idéia do núcleo contra crimes surgiu em 2005 A criação do núcleo de combate ao crime organizado veio à tona ainda no ano passado, quando em novembro, também na sede do TJ, o presidente Estácio Gama reuniu toda a cúpula das polícias Militar, Civil e Federal e mais representes da Secretaria de Defesa Social, para formar uma chamada força-tarefa. Após os recentes fatos, com o recrudescimento da violência no Estado, o presidente do TJ decidiu retomar o combate ao crime organizado. O novo núcleo foi anunciado ontem, em entrevista coletiva, pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Estácio Gama, dois dias depois de ter tido sua casa em Paripueira invadida por quatro assaltantes. Intervenção Estácio Gama afirmou que dependendo do que for apurado pelo núcleo de combate ao crime organizado, como o envolvimento de políticos, policiais civis ou militares, ele não descarta a possibilidade de necessidade de uma intervenção federal na área de segurança no Estado (leia matéria ao lado nessa página). Parceria com MP Ele explicou que o núcleo será formado por magistrados e promotores do Ministério Público indicados pelo procurador geral de Justiça Coaracy Fonseca, com o qual já manteve contato e garantiu todo o apoio para consolidar as ações do grupo. Os membros do núcleo vão se deslocar, sempre que preciso, para fazer mutirões nos municípios onde há indícios de organizações criminosas. Em Maceió, a situação é mais complicada porque, como há muitas varas, os pedidos de mandados de prisão preventiva ou temporária são distribuídos para algumas delas, o que demanda mais tempo. |FAS ### Desembargador desconhece suspeitos O desembargador Estácio Gama não reconheceu nos assaltantes presos pela Polícia Civil, na noite de quinta-feira, os que invadiram sua casa em Paripueira, na madrugada de quarta-feira. Ele também não identificou nos objetos que estavam com os assaltantes algum que tivesse sido retirado de sua casa. ?No amontoado de eletrodomésticos que vimos nas fotos publicadas nos jornais, não foi possível identificar algo que tivesse sido retirado da casa?. Estácio Gama disse que a identificação dos assaltantes é difícil de ser feita, porque os que entraram em seu quarto estavam com o rosto coberto. ?Um deles usava um chapéu, que só dava para ver a boca?. Ele disse que talvez algumas das pessoas que estavam na parte inferior da casa possam reconhecer alguns deles. Susto Apesar do susto, o presidente do Tribunal de Justiça não pretende se desfazer da casa em Paripueira. Estácio Gama disse que ele mesmo havia dispensado, há algum tempo, a maior parte dos militares que faziam sua segurança pessoal, ficando apenas com um. Mas, por aconselhamento do setor de informações da assessoria militar do TJ, voltou a ter a segurança reforçada. Ele disse que não pode dizer que houve uma ação intencional dos bandidos em invadir sua casa. Sem farda ?Não descarto que isso tenha sido endereçado ao presidente do TJ. Todos que estavam na casa foram bem tratados e não houve sequer um empurrão?. A pedido dele, os policiais que faziam sua segurança pessoal não andavam fardados. Eles ainda tentaram reagir ao assalto, mas foram orientados pelo próprio neto do desembargador, rendido pelos assaltantes, a não usar as armas. Gama questiona, no entanto, o fato de, entre tantas casas, os assaltantes terem ido exatamente para uma onde havia dois seguranças armados à porta. ?É muito estranho que isso tenha acontecido, já que os seguranças estavam na guarda da casa?. O presidente não acredita também que a ação possa envolver policiais civis e militares insatisfeitos com decisões tomadas recentemente pelo TJ, negando o pagamento de algumas gratificações. |FAS ### Quadrilha presa assaltou casa onde estava juiz goiano A desarticulação da quadrilha suspeita de invadir a casa de praia do presidente do Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas, desembargador Estácio Gama, em Paripueira, na última terça-feira, permitiu à polícia identificar parte do grupo que assaltou a residência do juiz goiano Danilo Meireles, no loteamento Barra Mar, em Barra de São Miguel, no último dia 13. Os assaltantes Klebson Pereira, o Kel, reconhecido com ajuda do retrato falado feito pelo juiz Danilo Meireles, e G. L. S., 17, foram identificados como os dois homens que teriam estuprado uma sobrinha do juiz goiano. Na ação, os assaltantes levaram R$ 1.500 em dinheiro, jóias, aparelhos de TV e som, roupas e os dois veículos do magistrado, que foram encontrados depenados e queimados. Segundo o delegado de Roubos e Furtos, Edivaldo de Menezes, a identificação dos assaltantes também foi possível depois que três pessoas de uma família reconheceram, por meio de fotografias divulgadas na edição de ontem da Gazeta, quatro dos oito homens que invadiram a casa de praia em que passavam férias na Barra de São Miguel. Os assaltantes também foram reconhecidos pelo proprietário de um veí- culo Celta roubado pela quadrilha no balneário. A delegada da Barra de São Miguel, Sheila Carvalho, esteve ontem à tarde na Delegacia de Roubos e Furtos, onde quatro integrantes da quadrilha estão presos, para levantar mais informações que pudessem esclarecer as ações da quadrilha no município. A delegada recolheu fotos dos acusados, que serão enviadas ao juiz goiano para que ele possa, com os seus parentes, identificar os responsáveis pelo ataque a sua família. Prisão preventiva Segundo o delegado Edvaldo Menezes, os quatro assaltantes já tiveram a prisão preventiva decretada. O quinto integrante do grupo, G.L.S., foi transferido para a Delegacia de Menores, mas deve ser levado para o Centro de Ressocialização Masculina (CRM). O delegado disse que os policiais da Delegacia de Roubos e Furtos reforçaram as buscas para tentar prender o acusado de liderar a quadrilha, José Eraldo Bezerra Leite, o ?Eraldo do Gás?, e Jamerson Santos de Oliveira, que conseguiram fugir depois de trocar tiros com policiais civis na última quinta-feira. Ontem, os policiais voltaram ao local utilizado pela quadrilha, uma casa alugada pelo grupo na Rua Tenório Gama, 540, no Trapiche, e encontram uma espingarda 12 e um computador. Os policiais já tinham encontrado na casa um revólver 38, dois veículos, um Vectra e um Golf, duas motos, jóias, dinheiro, computadores, talões de cheques, cartões de crédito, eltrodomésticos e outros equipamentos. GF ### Neto de Gama não reconhece suspeitos O neto do presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Estácio Gama, e os dois policiais militares que faziam a segurança do magistrado foram levados ontem à Delegacia de Roubos e Furtos, no Jacintinho, para tentar reconhecer os cinco acusados de envolvimento no assalto à casa de veraneio. Segundo o delegado de Roubos e Furtos, Edivaldo Menezes, apesar de não serem reconhecidos pelo neto do desembargador Estácio Gama, de 16 anos, e pelos dois PMs, a participação dos cinco assaltantes, presos na última quinta-feira, ainda não estaria descartada. ?O neto do desembargador e os dois PMs que faziam a segurança do presidente do Tribunal de Justiça não reconheceram os assaltantes. Talvez depois de prendermos o Eraldo do Gás e o Jamerson, que conseguiram fugir, eles sejam reconhecidos. Também devemos levar em conta que o neto do desembargador ainda estava muito nervoso pela situação que passou. O que eu posso dizer é que a ação da quadrilha que assaltou a casa do desembargador é muito parecida com as do grupo liderado pelo Eraldo do Gás?. O delegado disse que a quadrilha liderada por Eraldo do Gás já vinha atuando desde o início do ano passado. Segundo Menezes, os integrantes do grupo teriam confessado a participação em 15 assaltos a residências. O grupo também teria envolvimento com o tráfico de drogas nos bairros do Trapiche e do Vergel do Lago. Ontem, o desembargador Estácio Gama, que não tinha conseguido reconhecer nenhum dos integrantes da quadrilha pelas fotos publicadas pela Gazeta, recebeu um portfólio com as imagens dos suspeitos, para tentar fazer o reconhecimento. |GF

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