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PM retira parente de major do cativeiro

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| GILVAN FERREIRA Repórter O bancário Hélio Alves de Oliveira, 46, sobrinho do capitão PM Maia, ajudante-de-ordens do Comando da Polícia Militar, que tinha sido seqüestrado na última sexta-feira, no conjunto Eustáquio Gomes, foi resgatado ontem por policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Grupamento Tático Integrado de Resgates Especiais (Tigre). Os seqüestradores mantinham Hélio Alves em uma barraca montada em um canavial por trás do Aeroporto Zumbi dos Palmares. Os policiais chegaram ao cativeiro depois da prisão de um dos integrantes da quadrilha, conhecido como ?Carlinhos?, capturado a cerca de 3 km do local do cativeiro. Sem reagir à prisão, ?Carlinhos? levou os policiais do Tigre e do Bope até o local do cativeiro de Hélio Alves, que era mantido amarrado e vigiado por outro integrante da quadrilha, o ex-presidiário Djailton José Salustiano, que foi preso com um revólver. Depois de levar os policiais até o cativeiro, Carlinhos mostrou à polícia a residência do suposto líder da quadrilha, Alexandre Henrique da Silva, 28, o ?Tonho?, na favela de lona do Eustáquio Gomes. Os policiais não encontraram o suposto líder do bando, mas prenderam sua mulher, Luciene Leite da Silva, 20, que seria a cozinheira da quadrilha. No momento de sua prisão, Luciene Leite recebeu uma ligação de Tonho, que foi atendida pelos policiais. Ele disse que não ia se entregar e não estava mais em Maceió. Luciene, que afirmou estar grávida de cinco meses, disse que não tinha nenhum contato com o marido desde a última sexta-feira, dia do seqüestro do sobrinho do oficial da PM. Luciene Leite disse, ainda, que não teve participação no seqüestro de Hélio Alves e que havia se separado de Alexandre Henrique depois de ter sofrido várias agressões. ?Eu não participei de nenhum seqüestro e não é verdade que estava fazendo comida para esse homem que dizem que o Tonho seqüestrou. Eu até estou separada dele, porque ele me batia?, disse Luciene Leite. Segundo o capitão PM José Medeiros, os seqüestradores abordaram Hélio na porta de uma padaria no conjunto Eustáquio Gomes. Os seqüestradores roubaram o Corsa GL vinho, de placa MUE-9490 pertencente ao bancário. O capitão Medeiros afirmou que no primeiro contato os seqüestradores exigiram R$ 60 mil para libertá-lo. Mas depois de três dias de negociação, esse valor baixou para R$ 20 mil. O capitão Cerqueira garantiu que os seqüestradores não receberam o resgate. Até ontem à noite, policiais civis e militares continuavam as buscas para tentar prender Alexandre Henrique da Silva. Segundo a polícia, Hélio Alves, que é funcionário do banco BMG, foi atendido na Unidade de Emergência Armando Lages, no Trapiche, medicado e levado para a sua residência, localizada no conjunto Eustáquio Gomes.

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