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Crise de ves�cula preocupa delegado

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A situação da dona-de-casa Margarete Correia de Lima, 30, que reside no Clima Bom, virou um drama na Delegacia do 4º Distrito. O delegado Jobson Cabral de Santana teme pela vida da detenta. Presa há duas semanas acusada de furtar uma bicicleta ela sofre constantes crises de vesícula, o que provoca visitas diárias ao ambulatório 24 horas Noélia Lessa, no Farol. ?Ela passa mal constantemente, pois tem crise em cima de crise. Ela não pode ficar aqui, porque senão vai acabar morrendo e de quem será a responsabilidade??, indagou ontem o delegado Jobson Santana, enquanto preparava um ofício pedindo urgência na transferência de Margarete para o sistema penitenciário do Estado. A última entrada de Margarete no ambulatório foi no dia 1º de fevereiro. Ela foi atendida pela médica Tânia Maria Martins Braga que diagnosticou ?cólica biliar?, receitou analgésicos e solicitou um exame médico específico. ?Não podemos ficar com uma pessoa doente por aqui. Estou encaminhando o papéis que vieram do ambulatório para a Justiça?, acrescentou o delegado. Margarete Correia de Lima revelou que suas crises de vesícula começaram no ano passado. No entanto, pioraram com a prisão, pois ela precisa ficar o tempo todo em pé ou sentada no piso de cimento do xadrez da Delegacia do 4º Distrito, local insalubre. ?Acho que as crises estão afetando a cabeça dela, pois parece perturbada mentalmente?, comentou o delegado Jobson Cabral, dizendo esperar que o juiz de plantão proceda, de imediato, a transferência da presa para o presídio feminino. Doença Na manhã de ontem, o delegado encaminhou ofício também para o diretor do Departamento Metropolitano de Polícia Civil, Alcides Andrade, solicitando a transferência do preso Luiz José da Silva, 52, que vem apresentando problemas respiratórios na carceragem da distrital. Ele foi preso em Alagoas, após ser condenado a 15 anos de prisão em São Paulo, por homicídio. Segundo o delegado, o xadrez do 4º DP é precário e sem condições de higiene. Existem presos com sarna e alguns ameaçam fugir antes do carnaval. |EF

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