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Ex-marido � acusado de matar professora

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A professora Nadja Barros Moura, 38, foi morta com um tiro de revólver calibre 38 num trecho da Rua do Sossego, no Clima Bom I. Ela tinha se separado do ex-marido há um mês, após ser flagrada com outro homem dentro de um motel. O crime será investigado pelo delegado do 11º Distrito, Geraldo Soares de Carvalho. A versão foi apresentada à polícia pelo filho do casal, um jovem de 18 anos, identificado como Leonardo Barros Moura. O estudante prestou depoimento na madrugada de ontem na Delegacia de Plantão II, no Tabuleiro do Martins. Ele revelou ao delegado Geraldo de Carvalho que há 30 dias o pai, José Valter Teixeira Moura, flagrou a esposa Nadja na companhia de um rapaz, identificado como Valmir, no Motel Aconchego, localizado no Tabuleiro do Martins. Ele ficou revoltado e mandou que o filho levasse os pertences da mulher para a casa do namorado dela. Houve troca de insultos e o marido não quis mais ficar com a mulher. O clima ficou tumultuado na casa de Leonardo, pois o pai não aceitava a traição, nem a separação. E apesar de ter deixado a esposa, começou a apresentar um quadro de excessiva violência. Os vizinhos também perceberam como José Valter mudou desde que descobriu que a mulher tinha outro. Nadja morava na Avenida Poeta Luis Gonzaga Barroso, 12, no Clima Bom I, e foi morta perto de casa, por volta das 19 horas, quando retornava do trabalho. O crime ocorreu na Rua do Sossego, naquele bairro. Segundo o delegado, os filhos também estavam revoltados com a atitude da mãe e concordavam com a separação do casal. No entanto, eles não aceitam a violência da qual ela foi vítima. ?Disseram que se realmente foi o pai quem matou, eles vão exigir que pague pelo crime?, disse. Desde a noite de quinta-feira, policiais do 11º Distrito não conseguem localizar José Valter, o que aumenta a suspeita de que foi ele quem matou a professora. ?Estamos em diligência, mas as suspeitas contra ele são muito fortes, inclusive dos próprios filhos?, afirmou o delegado.

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