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Gaiol�o se solta de caminh�o e mata entregador de mercadoria

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| MARCOS RODRIGUES Repórter O fim de semana também foi trágico para a família do entregador Aldair José da Silva, 28, atingido por um dos gaiolões que se desprenderam de um caminhão da Usina Cachoeira do Meirim que transportava cana-de-açúcar, no início da noite do último sábado, na estrada que dá acesso à indústria. O choque do gaiolão com a Kombi MVK 1579, pertencente ao Varejão Pena Branca, provocou o achatamento do veículo do lado motorista, onde estava Aldair. O rapaz teve morte instantânea, provocada pelo esmagamento de órgãos e a degola de sua cabeça. O acidente aconteceu quando ele concluía sua última entrega do mercadinho. Segundo testemunhas, o veículo estava no acostamento quando foi atingido. imprudência Em estado de choque, a família de Aldair até ontem não conseguia conversar sobre o assunto. Tudo está sendo resolvido pelo patrão do motorista. O condutor do caminhão da usina, que não teve o nome revelado, não foi localizado pela Gazeta, para apresentar a sua versão. Os primeiros levantamentos, porém, apontam que ele seguia em alta velocidade quando o guincho se desprendeu de um outro gaiolão provocando a tragédia. O veículo se dirigia carregado para o pátio da empresa, que está em plena época de produção, quando aumenta o movimento na estrada de acesso à indústria. A fim de garantir melhor produtividade, os caminhões têm realizado viagens com dois e até três gaiolões engatados. Mesmo com a experiência dos condutores, a possibilidade de acidentes é permanente, por causa das precárias condições da estrada, que não tem asfalto, e do peso dos veículos. Silêncio Ontem a Gazeta tentou obter informações na sede da Usina Cachoeira do Meirin, mas não foi recebida por nenhum dirigente da empresa. Todos os funcionários contatados disseram não saber detalhes do ocorrido na noite de sábado. Hoje, o proprietário do Varejão Pena Branca deve se reunir com representantes da usina com o propósito de definir alguma ajuda para a família de Aldair. ?Meu pai o tratava como um filho. Ele era uma pessoa de extrema confiança que estava conosco há oito anos?, disse Michele Rosas, filha do comerciante.

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