loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 25/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Popula��o volta �s ruas para exigir paz e fim da impunidade

Ouvir
Compartilhar

| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Parentes e amigos de vítimas da violência em Alagoas voltaram a fazer ontem uma caminhada pela paz e contra a impunidade. A manifestação foi iniciada na Avenida Fernandes Lima e seguiu pelas ruas do centro de Maceió, terminando em frente ao Tribunal de Justiça, onde os participantes pediram agilidade na punição dos envolvidos em crimes que tiveram grande repercussão, como o assassinato dos estudantes Israel Sampaio, Davi Hora e Guilherme Cabral, entre outros. Em faixas e cartazes, os pouco mais de 100 participantes do manifesto expressavam sua indignação contra a onda de violência, a falta de segurança e de punição para os criminosos. ?Nós estamos pagando pelo crime de sermos vítimas da violência?, afirmou a bacharelanda em Direito Marta Virgínia. Ela disse que o objetivo da manifestação era mobilizar a sociedade para pedir mais segurança. ?A gente tem hoje até medo de sair de casa, a gente está se cercando de grades, cadeados e cercas elétricas, enquanto os criminosos estão soltos?. Polícia despreparada A maior indignação com essa situação era das famílias vítimas da violência e da impunidade. O professor Otávio Cabral, que teve o filho, o estudante Guilherme Cabral, assassinado em novembro do ano passado, reclamou do despreparo e da falta de qualificação da polícia no Estado, que acaba estimulando a impunidade. Além da dor da perda do filho, Otávio Cabral não se conforma com a fuga do dono de um lava-jato, João Tenório Gomes, principal suspeito do crime, da Delegacia do 7° Distrito, no final de dezembro. ?Um bandido foi solto?, disse. Para ele, a caminhada pela paz é uma forma de chamar a atenção e cobrar dos órgãos de segurança e da Justiça ações contra a criminalidade. A mãe do estudante Israel Sampaio, Simone Sampaio, também participou da caminhada, reforçando a necessidade de a sociedade se mobilizar para que outras famílias não sejam vítimas da criminalidade. Em 2005, pelo menos quatro crimes envolvendo jovens de classe média chocaram a sociedade. Nenhum dos envolvidos foi julgado até agora e alguns respondem em liberdade. ### Acusado na morte de Fidélis deixa a prisão | REGINA CARVALHO Repórter Citado por envolvimento no assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis, em outubro do ano passado, o ex-chefe de guarda prisional José Jorge Santos de Oliveira está em liberdade desde ontem. O alvará de soltura foi concedido pelo juiz da 9ª Vara Criminal, José Braga Neto, a pedido do advogado do acusado, Júlio Cavalcante. José Jorge passou três meses preso na sede da Polícia Federal (PF) em Jaraguá e deve sair de Alagoas, já que a família estaria recebendo ameaças de morte há quase uma semana, segundo o advogado do acusado. Na saída da PF, o ex-chefe da guarda do presídio Baldomero Cavalcanti alegou inocência e culpou a imprensa por sua prisão. ?Sou um homem de Deus. Vou provar minha inocência?, declarou José Jorge. Ele vai responder ao processo em liberdade. José Jorge foi acusado por Edson dos Santos, o ?Pé-de-cobra?, réu confesso. Em seu depoimento, Pé-de-cobra disse que o ex-chefe da guarda prisional teria intermediado o crime, levando a arma que matou Fidélis para o presídio. Segundo informações, Pé-de-cobra foi transferido no fim da tarde de terça-feira da PF para o Baldomero Cavalcanti. Essa é a segunda vez que o réu confesso volta para o presídio de segurança máxima, onde já cumpria pena por tráfico de drogas. A ida dele para a PF, de acordo com promotores de Justiça que acompanham o caso, seria por medida de segurança. O promotor de Justiça Marcus Mousinho disse que não sabia da soltura do ex-chefe da guarda prisional e nem da transferência de Pé-de-cobra para o Baldomero e que vai recorrer da decisão do juiz José Braga Neto. ?A ida de Pé-de-cobra para o presídio é um passo para matá-lo. Ele deveria continuar na PF por medida de segurança?. A assessoria de imprensa da Secretaria de Ressocialização informou que, por segurança, Pé-de-cobra está sozinho numa cela separada e sem contato com outros presos.

Relacionadas