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Liberdade de motorista causa revolta

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| MARCOS RODRIGUES Repórter A escolta feita por policiais militares, sem uniforme, na quarta-feira (16), ao comerciante Anderson Clayton Fernandes dos Santos, 30, responsável pelo atropelamento e morte de três pessoas, no último domingo, em frente a um shopping em Mangabeiras, aumentou a revolta dos familiares das vítimas. A Gazeta localizou, numa casa de taipa, no Sítio São Jorge, a jovem Eline Moreira de Lima Aprígio, 23. Ela ainda se recupera dos arranhões e de uma forte pancada no rosto que sofreu ao ser atingida pelo veículo dirigido por Anderson Clayton. ?Dá uma revolta grande porque foi uma pessoa que matou e feriu tanta gente. As marcas disso vão ficar para sempre?, diz a artesã. A irmã dela, Maria Cristina Aprígio, 20, também foi atingida. Naquela tarde de domingo, as duas haviam feito compras no shopping: um DVD, uma cafeteira e material escolar. Tudo se perdeu. Maria Cristina, que trabalha como doméstica, foi a mais atingida. Ela sofreu fratura numa perna, teve o nariz quebrado, perdeu todos os dentes e continua na Unidade de Emergência. ?Nós só contamos, até agora, com a ajuda de nossos parentes. São eles que estão comprando comida e remédios?, disse Eline Moreira. A mãe dela, Helena Moreira Aprígio, não quer que o assunto seja esquecido. Ela diz que até o momento não foi procurada pelo advogado de Anderson Clayton. Na última terça-feira, o advogado Raimundo Palmeira reconheceu a intenção do motorista de ajudar as vítimas. No Comando da Polícia Militar, nenhuma denúncia contra os militares que teriam realizado a escolta de Anderson Clayton foi registrada. Por isso, a corporação não se posicionou.

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