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Taxista desaparece no Tabuleiro

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| FELIPE FARIAS Repórter A impossibilidade de realizar buscas eficazes - aliada à falta de informações - é o principal motivo do desespero da família do taxista Jaelson da Costa Barros, desaparecido desde sábado, diz a irmã dele, Jacqueline. ?Quando a gente chega às delegacias, à procura de ajuda, a informação que recebe é que a Polícia Civil está em greve. A gente não tem pistas, nem tem como procurar. Estamos fazendo o que se pode, mas desse jeito não dá. A gente não sabe mais o que fazer?, diz Jacqueline Barros. Ela conta que o mesmo sentimento aflige a esposa e os quatro filhos do taxista, que, desde o desaparecimento, estão em total desespero. O carro do taxista, um Fiat Uno Mille, modelo 2006, foi achado no domingo à noite, sem pneus, rádio e CD player e sem o kit de gás natural, que Jaelson possuía havia menos de dois meses. O taxista saiu de casa no sábado, 18, pela manhã, para trabalhar. Ele não teria feito menção a problemas ou a qualquer outro tipo de ocorrência naquele dia. Jaelson foi visto pela última vez passando no trecho da BR-316 que fica logo depois do posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), sentido Maceió-Satuba. Segundo a irmã dele, sempre que passa com passageiros em locais que servem de ponto de táxi, Jaelson buzina e acena. ?Os colegas dizem que ele é uma pessoa muito simpática e comunicativa?, relata. No entanto, esse tipo de procedimento é também uma forma de os motoristas de praça agirem com precaução, para que tenham o trajeto acompanhado pelos demais taxistas. Atitude suspeita Nesse trecho da BR-316, além de um concorrido ponto de carros de praça, há também uma parada de vans que operam transporte alternativo. Mas, segundo Jacqueline, os taxistas que estavam no local no último sábado contaram que ao passar pelo ponto Jaelson não teve essa mesma atitude. Pelo contrário, estava sério, nem buzinou nem acenou para os colegas. ?Eles contaram que Jaelson estava com três passageiros, todos rapazes?, relata a irmã do taxista. Os outros motoristas contaram ainda, segundo a família, que o carro não chegou a descer a ladeira em direção a Satuba; seguiu à esquerda para o bairro de Clima Bom, ainda em Maceió. O carro de Jaelson da Costa foi achado num canavial, próximo ao acesso para a cidade de Pilar, e depois levado pelos familiares de Jaelson para sua residência, no conjunto Benedito Bentes, no Tabuleiro. A irmã do taxista contou, ainda, que desde que foi constatado o desaparecimento tem percorrido vários locais à procura de pistas sobre o paradeiro dele, mas sem sucesso.

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