loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Mais tr�s s�o presos por morte de taxista

Ouvir
Compartilhar

EDNELSON FEITOSA Repórter A Polícia Civil prendeu mais três envolvidos no resgate do adolescente R.S.S., de 16 anos, um dos acusados no assassinato do taxista Jaelson da Costa Bastos, 40, o ?Leo?, executado a tiros. Os adolescentes C.S.S., 17, e J.H.S., 15, além de Daniel Tenório de Moraes, 19, foram capturados pela polícia em Atalaia e confessaram ter ajudado na fuga. C.S.S. e J.H.S pularam o muro e entregaram um pedaço de ferro, que eles dizem ter sido uma serra, para R.S.S. abrir a cela. O adolescente fugiu com outro detento, Manoel Márcio da Silva, 21, também acusado no crime. Os adolescentes admitiram ter participado de assaltos com R.S.S., inclusive na cidade de Capela. Segundo o delegado Gilson Rego, R.S.S. confessou ter envolvimento em 36 assaltos à mão armada e três homicídios. Na manhã de ontem, ele foi encaminhado para a Delegacia de Menores de Maceió, com os outros dois adolescentes envolvidos na fuga. A cúpula da Polícia Civil apresentou à imprensa todos os envolvidos na fuga e na morte de Jaelson. Adalberto Silva Nunes de Melo, o ?Salsicha?, confirmou ter atirado no taxista. ?Eu dei um tiro nele. Mas o outro tiro quem deu foi o menor?, disse ele, acrescentando que a idéia de matar Jaelson partiu de R.S.S. que não queria ser reconhecido por ele. ?Salsicha? revelou ter apanhado o táxi, na tarde do último sábado, no ponto da Polícia Rodoviária Federal, no Tabuleiro do Martins. Ele foi rendido logo em seguida e levado para o povoado Terra Nova, localizado na zona rural do município de Pilar, onde foi executado com dois tiros. O veículo Fiat Uno, branco, da vítima foi abandonado em Pilar. Comoção Ontem, o clima era de comoção no sepultamento de Jaelson. O pai, Luís de Aquino Bastos, estava tão abalado que não teve condições de acompanhar o enterro e foi diretamente para casa, na Avenida Siqueira Campos, em frente ao Cemitério de São José, onde o corpo do filho foi sepultado. Uma multidão foi levar o último adeus a Jaelson. A família deixava clara toda sua revolta pelo fato, afirmando que Jaelson morreu porque acreditou que iria fazer uma ?corrida? para um colega, José Aparecido dos Santos, que trabalhava em transporte clandestino de passageiros. ?Ele estava voltando para casa, quando eles chegaram contratando uma corrida para Pilar?, revelou um amigo. Inconsolável, a mãe do taxista, Osmênia da Costa Bastos, afirmava categórica: ?Minha família acabou?. Ela chorava baixinho, amparada por um neto. O sentimento era de muita tristeza e revolta por parte de todos. O corpo foi sepultado por volta das 10h30. O caixão não pôde ser aberto porque o corpo da vítima estava em adiantado estado de decomposição.

Relacionadas