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Delegado deve indiciar Ricardo Scavuzzi

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| GILVAN FERREIRA Repórter O delegado de Rio Largo, Marcílio Barenco, tomou ontem o depoimento do coordenador de Planejamento da Prefeitura de Rio Largo, Ricardo Scavuzzi, acusado de envolvimento em seqüestros e do incêndio na Secretaria de Finanças do município. Após o depoimento, o delegado Marcílio Barenco afirmou que Scavuzzi deve ser indiciado. ?Já tenho provas da participação dele nos seqüestros e no incêndio da Secretaria de Finanças de Rio Largo, mas só devo concluir os inquéritos no final do mês?. Segundo Barenco, em caso de condenação Ricardo Scavuzzi pode pegar pena de 12 a 30 anos por cada seqüestro, e de 2 a 4 anos pelo incêndio na secretaria. Além de Ricardo Scavuzzi, Marcílio Barenco deve indiciar mais seis acusados de envolvimento com a superquadrilha. Segundo o delegado Marcílio Barenco, Ricardo Scavuzzi prestou depoimento por mais de três horas e negou seu envolvimento com os seqüestros do comerciante Félix Costa Almeida, 25, filho do dono de um depósito de bebidas em Rio Largo, e da estudante Marcela Ricciardi, filha do proprietário da empresa Comissária, que fornece alimentos às empresas de transporte aéreo no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. Os dois seqüestros renderam à quadrilha do vereador Júnior Pagão R$ 45 mil. Segundo depoimentos de dois integrantes do grupo, Scavuzzi seria o responsável pelo financiamento e apoio político ao grupo criminoso. Um dos integrantes da quadrilha garantiu que ele chegou a oferecer um empréstimo à família do comerciante Félix Almeida para que pudesse pagar o resgate exigido pelos seqüestradores. Scavuzzi também foi apontado como o responsável pelo incêndio criminoso que destruiu documentos da Secretaria de Finanças de Rio Largo. O crime ocorreu em outubro de 2004, e, segundo os depoimentos dos integrantes da quadrilha, também teve a participação do vereador Júnior Pagão e do tio dele, Jorge Pagão. Cassação A Câmara Municipal de Rio Largo deve analisar na próxima semana se o mandato do vereador Júnior Pagão será cassado ou não. O vereador está foragido desde o último dia 4 de janeiro. Sem comparecer à Câmara de Vereadores há três meses, Júnior Pagão já deveria responder a processo de cassação, mas, segundo funcionários do Legislativo Municipal, a presidente da Câmara de Rio Largo, Ionaide Cardoso Martins (PSDC), prima de Júnior Pagão, estaria realizando manobras para evitar a abertura do processo de cassação por abandono de cargo. Júnior Pagão já foi indiciado em um dos oitos inquéritos abertos pelo delegado Marcílio Barenco. Ricardo Scavuzzi, por sua vez, nega ter relação com o vereador Júnior Pagão, que, segundo ele, seria apenas um conhecido seu.

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