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Nº 5735
Polícia

Adolescentes furam parede de cela e fogem de quartel da PM

| MAIKEL MARQUES Repórter Arapiraca - O promotor Luiz Tenório Oliveira, da Comarca de Olho d’Água das Flores, informou, ontem, que vai solicitar ao delegado da cidade a abertura de inquérito para investigar se houve ou não negligência por parte dos poli

Por | Edição do dia 04/03/2006 - Matéria atualizada em 04/03/2006 às 00h00

| MAIKEL MARQUES Repórter Arapiraca - O promotor Luiz Tenório Oliveira, da Comarca de Olho d’Água das Flores, informou, ontem, que vai solicitar ao delegado da cidade a abertura de inquérito para investigar se houve ou não negligência por parte dos policiais civis e militares de plantão na noite de quinta-feira, quando dois menores - W.C (13) e J. A (17) - conseguiram fugir depois de “abrir buraco com uma pedra” na parede da cela onde estavam detidos. Segundo o promotor, os dois menores utilizaram uma pedra para abrir um buraco na parede de uma das duas celas construídas na 4ª Companhia da Polícia Militar da cidade depois da interdição do prédio da Delegacia de Polícia Civil. “Onde estavam os três policiais militares que não ouviram os gritos da população avisando do barulho na parede da cela?” - questiona Luiz Tenório. A fuga dos dois menores teria ocorrido às 19h30 de quinta-feira. O buraco aberto na parede do prédio permitiu à dupla ter acesso ao quintal de uma residência, cercado apenas por arame farpado. A pedra utilizada para quebrar a parede teria sido coletada no pátio do quartel, durante o banho de sol dos dois menores. Apesar da pouca idade, W. C. foi o responsável pelo comando da fuga de quatro assaltantes da Delegacia Regional de Santana do Ipanema, em maio de 2005. Na época, ele passou pela brecha da porta da cadeia e colheu as chaves das celas enquanto os policiais de plantão dormiam numa sala anexa à recepção do prédio. Na ocasião, conseguiu fugir Sandro de Bira, que tinha sido condenado por crimes de assalto em todo o Sertão. “Eles não encontraram qualquer resistência para fugir do prédio”, diz o promotor, que suspeita ter havido negligência policial pelo fato de alguns moradores terem dito, durante depoimento, que alertaram os PMs dos barulhos na parede da cela.

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