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Nº 5730
Polícia

Pastor � acusado de tentar estuprar filha

Ednelson Feitosa Repórter O pastor Benedito Hipólito de Oliveira Filho, 45, da Igreja Assembléia de Deus Ministério de Madureira, teve seu culto interrompido, na noite da última quinta-feira, por sua ex-mulher, Sueli Soares Borges, 39, que, aos gr

Por | Edição do dia 11/03/2006 - Matéria atualizada em 11/03/2006 às 00h00

Ednelson Feitosa Repórter O pastor Benedito Hipólito de Oliveira Filho, 45, da Igreja Assembléia de Deus Ministério de Madureira, teve seu culto interrompido, na noite da última quinta-feira, por sua ex-mulher, Sueli Soares Borges, 39, que, aos gritos, o acusava de tentar estuprar sua filha S.S.O., de 10 anos. O crime teria acontecido na casa do religioso, em Ponta Grossa, durante o carnaval. “Eu soube do caso na última segunda-feira, mas decidi desmascará-lo na igreja”, disse Sueli. A sede da congregação fica na Rua Bom Destino, na Ponta Grossa. Após a denúncia houve tumulto no local e um grupo de evangélicos, revoltados, ameaçou linchar o acusado, que escapou do espancamento graças à chegada da Polícia Militar. “Deus sabe que sou inocente”, disse ontem o pastor, na Delegacia de Plantão I, no Farol, onde foi detido pela delegada Maria Aparecida de Araújo. Sueli Borges prestou queixa na Deplan I, mas o caso será investigado pela delegada dos Crimes contra Crianças, Ana Luiza Nogueira. Ela declarou à polícia que Benedito foi buscar a filha em sua casa, na favela da Muvuca, próximo ao Papódromo, no Trapiche da Barra, na terça-feira de carnaval, sob o pretexto de que ela devia participar de um retiro em Riacho Doce. “Só que ele levou a filha para casa, amarrou e amordaçou, antes de tentar estuprá-la. Ela se desamarrou e conseguiu escapar da violência”, declarou. Benedito teria acariciado e ficado sobre a filha amarrada. S.S.O. voltou para casa, na última segunda-feira, contando à mãe o que havia ocorrido na casa do pai. “Fiquei esperando o dia do culto para desmascará-lo”, disse Sueli Borges, na manhã de ontem, quando chegava com a filha à Delegacia dos Crimes contra Crianças. O pastor Benedito Hipólito afirmou que está de consciência limpa e que não fez nada com a filha. “O que está ocorrendo é que minha ex-mulher não aceita a separação nem o fato de eu estar com outra mulher. Não é a primeira vez que ela tenta me prejudicar”, disse ele à imprensa. Uma senhora que se identificou como mãe do evangélico afirmou na delegacia que a separação ocorreu por causa de traição da parte da mulher. Segundo Benedito Hipólito, ele vem sofrendo perseguição da mulher já há quatro anos. “A criança está sendo usada pela mãe; e olhe, foi bem ensaiado”, comentou ele, que após prestar declarações na Delegacia dos Crimes contra Crianças foi colocado em liberdade. O inquérito foi instaurado pela delegada Ana Luiza Nogueira.

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