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Nº 5735
Polícia

Pol�cia apreende crack no Tabuleiro

| EDNELSON FEITOSA Repórter O comércio de crack, uma droga cara que vicia rapidamente, está cada vez maior na periferia de Maceió. Um ponto-de-venda da droga foi descoberto pela equipe de policiais da Delegacia de Repressão às Drogas (DRD), na última te

Por | Edição do dia 16/03/2006 - Matéria atualizada em 16/03/2006 às 00h00

| EDNELSON FEITOSA Repórter O comércio de crack, uma droga cara que vicia rapidamente, está cada vez maior na periferia de Maceió. Um ponto-de-venda da droga foi descoberto pela equipe de policiais da Delegacia de Repressão às Drogas (DRD), na última terça-feira, no Tabuleiro do Martins. No local, os policiais apreenderam 100 pedras pequenas (prontas para consumo) e três grandes, com 35 gramas. Foram apreendidos, também, três revólveres de calibre 38. O chefe do Setor de Operações da DRD, Oliveiros Valença, declarou que o traficante Humberto Henrique Pereira de Almeida, 24, e o “avião” Eulino dos Santos, 21, que revendia a droga no bairro, foram presos e autuados em flagrante. Humberto estava em casa escutando música quando foi abordado pelos policiais, que realizaram uma revista e encontraram as pedras de crack em sua residência, já embaladas para comercialização. Uma denúncia anônima resultou na “batida” da Delegacia de Repressão às Drogas. Humberto Henrique declarou à imprensa que foi vítima de uma armação, pois a droga tinha chegado na última segunda-feira, dia 13. “Eu tinha acabado de ‘quebrar’ e nem estava vendendo ainda”, declarou ele. “Droga de otário” O traficante afirmou que crack é droga de otário e que ele mesmo prefere fumar maconha. Ele revelou que vendia cada pedrinha por R$ 15, valor que considerou alto para os usuários da periferia da cidade. “O cara nem termina e já quer mais”, disse ele. “Fumou três, fica viciado. Tem gente que vende tudo em casa para se drogar”, declarou Humberto Henrique. Ele alertou que a “viagem” é crítica, porque o usuário fica agressivo e não tem medo de nada, “achando que é o Super-Homem”. A quantidade de crack apreendida com Humberto Henrique, segundo os policiais da Delegacia de Repressão às Drogas, daria retorno de cerca de R$ 10 mil ao traficante, que se recusou a informar à polícia por quanto e a quem comprou a droga. “É uma história muito longa, deixa pra lá. A droga é minha e pronto”, retrucou ele, que já esteve preso, em 2002, por assalto à mão armada. Dique Estrada O chefe do Setor de Operações da Delegacia de Repressão às Drogas, Oliveiros Valença, declarou ontem que o bairro do Dique Estrada, localizado às margens da Lagoa Mundaú, próximo ao Mercado da Produção, é hoje o maior ponto-de-venda e consumo de crack, na periferia de Maceió. Ele advertiu que as conseqüências do tráfico na região devem vir muito em breve, visto que existem pessoas que até matam para conseguir a droga. “O crack é um caminho sem volta”, ressaltou.

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