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Professor de kung fu dep�e e � indiciado

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| MARCOS RODRIGUES Repórter O professor de kung fu Cícero Ferreira da Silva foi indiciado ontem, acusado de molestar sexualmente o pré-adolescente F.O.M. 13, na Academia Staff, no bairro de Santa Lúcia. Ele prestou depoimento ontem, na Delegacia de Crimes contra a Criança e o Adolescente, à delegada Bárbara Arraes. ?Ele foi indiciado e agora vamoss realizar novas investigações a fim de colher mais provas de seu envolvimento?, disse a delegada. O professor foi denunciado pelos pais de F.O.M no último dia 4, depois que o filho contou detalhes do que acontecia na academia durante as aulas de artes marciais. Segundo o taxista Cícero Salvador de Medeiros, 42, o filho fez a revelação a sua esposa, a professora M.G.O, 38. Foi ela quem começou a notar o assédio do professor ao garoto que era, inclusive, abordado na escola, de onde vinha algumas vezes em sua companhia. ?Depois que ele me falou é que comecei a notar atitudes suspeitas. Antes disso, o assunto girava em torno do esporte?, disse a mãe, emocionada. Antes de falar com o marido M.G.O quis confirmar os detalhes da história com o próprio Cícero. Ela conta que ele negou tudo, mas passou a ameaçá-la de divulgar fotos comprometedoras do filho dela. Segundo a mãe, diante desse comportamento a família decidiu trazer o caso a público. ?Não sou a favor de fazer justiça com as próprias mãos. Queremos que ele nos deixe em paz?, disse o pai, Cícero Salvador. Bem relacionado O professor sempre manteve uma boa relação com as pessoas da comunidade. A mãe afirmou que antes da acusação de pedofilia todos só tinham boas referências de Cícero que, inclusive, prestava serviços à comunidade. Entretanto, depois que o caso veio à tona, dezenas de telefonemas confirmando a atração dele por crianças foram dados à Delegacia de Menores. Ontem, pouco antes de ser ouvido pela delegada Bárbara Arraes, diante do assédio da imprensa, Cícero evitou ter sua imagem registrada e nem quis se defender. Em depoimento à delegada, o professor de kung fu negou as acusações e afirmou que recebia cantadas do menor. ### Adolescente confirma assédio sexual As aulas de kung fu aconteciam na Academia Staff no bairro de Santa Lúcia. Desde o último dia 4, quando o caso de pedofilia foi divulgado, o professor José Cícero Ferreira da Silva deixou de freqüentar o local. Segundo informações prestadas à família pelo pré-adolescente F.O.M, 13, as relações sexuais e carícias aconteciam na academia, mas também chegaram a ocorrer na Escola Jayme de Altavilla. O garoto freqüentou a academia para treinar kung fu durante seis meses. O assédio, entretanto, teve início em janeiro deste ano. ?Ele ficava dando aula sobre os golpes e depois dizia que ia corrigir a nossa postura. Era nessa hora que ele aproveitava para ficar passando a mão?, disse F.O.M, demonstrando constrangimento. Indagado sobre o porquê de não ter contado imediatamente aos pais, ele explicou que durante as carícias e relações o professor fazia ameaças de morte. ?Ele tinha uma sala onde aconteciam as coisas, que, normalmente, eram depois do treino, quando todo mundo ia embora?, relatou a vítima. Mudança de atitude A cada treino a mãe diz que notava mudanças no comportamento do filho. Em vez de ficar alegre com a prática esportiva e mais comunicativo, o garoto passou a ter um comportamento mais retraído. ?Eu comecei a achar que o esporte não estava lhe fazendo bem. Perguntava para o professor e ele dizia que meu filho queria mudar de amizades?, relembrou a mãe da vítima. A irmã de F.O.M. também treinava na mesma academia. A saída dela não foi questionada por José Cícero. Porém, a mãe disse que todas as vezes que sugeriu a retirada do filho dos treinos, o professor insistia por sua permanência, alegando que ele era muito bom na modalidade. ?Hoje é que eu entendo por que ele não queria. Quando o assunto envolvia minha filha ele não falava nada?, completou a mulher, antes de ser ouvida com o marido sobre o caso. Separação A Gazeta apurou que o professor de kung fu é separado e atualmente tem uma noiva. No primeiro casamento, sua ex-mulher teria sofrido aborto do primeiro filho do casal. Um outro detalhe é que ele ainda não tem o registro definitivo na Federação Alagoana de Kung Fu, que só o concede após três anos de avaliação. Quando se sentiu pressionado pela família de F.O.M. ele passou a reunir provas do comportamento do garoto, como cartas e mensagens de celular. As cartas, por exemplo, foram apresentadas, ontem, como contra- prova das denúncias feitas por F.O.M, mas não foram consideradas, porque teriam sido obtidas sob coação. |MR

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