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M�es de jovens mortos temem injusti�a

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| REGINA CARVALHO Repórter Rio Largo - Uma semana após o seqüestro e assassinato de Paulo Henrique Alves da Silva, 16, e Leandro Jonatas dos Santos, 18, as mães dos jovens continuam cobrando justiça. Elas temem que o duplo homicídio fique impune. Ontem, Maria José Alves e Elenice dos Santos, respectivamente mães de Paulo e Leandro, prestaram depoimento ao delegado de Rio Largo, Marcílio Barenco, responsável pelas investigações. Paulo Henrique e Leandro foram seqüestrados na sexta-feira da semana passada em um bar no bairro do Feitosa e seus corpos encontrados no sábado em um canavial em Rio Largo, com marcas de tiros na cabeça. ?Continuarei ouvindo testemunhas. É uma história confusa. Preciso investigar?, diz o delegado Barenco. Ele não descarta a possibilidade de que policiais estejam envolvidos no assassinato. Ontem, ainda chocadas, as mães dos jovens diziam não acreditar que a polícia esclareça o crime. ?Só acredito na justiça divina. Esse será mais um crime sem solução. Ficará impune com os outros. É lamentável pensar que outras mães possam passar por isso que estou passando?, dizia a dona-de-casa Maria José Alves. Ela não acredita que seu filho possa ter envolvimento com marginais. ?Eu sempre estava do lado dele. Procurava saber o que ele estava fazendo e com quem andava?, contou. De família pobre, Paulo Henrique trabalhava numa oficina de conserto de geladeiras no mesmo bairro onde morava desde criança. Com o ofício ajudava no sustento da casa. A dona-de-casa alerta para o fato de que além dos dois adolescentes, mais quatro pessoas foram mortas, nos últimos meses, nas proximidades da Rua Novo Jardim, no Feitosa. ?Nenhum desses casos foi resolvido pela polícia. Mesmo depois do que aconteceu, com a morte do meu filho, praticamente não existe policiamento. Ou seja, nada mudou. Não tem polícia. Todo mundo vive com medo lá, porque teme que os homens que mataram meu filho voltem para matar mais gente?, diz Maria José. Crime Segundo informações de moradores do bairro, no dia do seqüestro, três homens armados se apresentaram como policiais civis colocaram os dois adolescentes dentro de um Fiat Uno branco e saíram para local ignorado. Os homens estavam procurando por ?Val?, um rapaz que também vive no Feitosa e que supostamente estaria envolvido com o tráfico de drogas na região. Parentes das vítimas acreditam que os adolescentes foram levados por engano. ?A única verdade que sei é que meu filho foi morto sem dever?, declarou Maria. Elenice dos Santos, mãe de Leandro, lembrou que seu filho e Paulo Henrique não se pareciam com ?Val? e por isso não sabe por que os homens poderiam tê-los confundido.

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