Polícia
Turistas voltam a ser v�timas de assalto a �nibus em rodovia
| FÁTIMA ALMEIDA Repórter Na madrugada de ontem, entre a Barra de São Miguel e a Praia do Gunga - mesma região onde um grupo de turistas foi assaltado em dezembro passado - os passageiros do ônibus da Gontijo, placa GXH 5250, que faz a linha Recife - Belo Horizonte, viveram momentos de medo. Eles foram rendidos por seis assaltantes, armados de revólveres e uma espingarda artesanal, na AL 101-Sul, e tiveram bagagem, dinheiro, celulares e até os calçados roubados. Os bandidos trocaram de roupa com um dos passageiros. Ninguém foi ferido. Segundo o motorista Wagner Gomes da Cruz, os assaltantes, dirigindo um Pólo Sedan, de cor prata, placa HZT 1454, de Aracaju, ultrapassaram o ônibus e mandaram encostar. Agiram de cara limpa, sem nenhum disfarce, e calmamente. De acordo com as vítimas, alguns dos assaltantes pareciam de ?boa família?, tinham a aparência ?de playboys? e idade entre 20 e 30 anos. Eles mandaram que os passageiros descessem do ônibus e sentassem no matagal à beira da estrada, enquanto pegavam tudo o que queriam. ?Em nenhum momento foram agressivos. Também, ninguém entrou em pânico. Eles chegaram a fazer gentilezas, como nos servir água?, disse Tatiana Melo, que partiu do Recife para visitar a família em Minas Gerais. A água servida foi do isopor de um outro passageiro, o pintor José Clementino, que sempre viaja à noite, mas nunca tinha vivido algo parecido. ?Peço a Deus para nunca mais passar por uma situação dessa. A gente pensa logo que vai morrer ali?, diz ele. O que mais revoltou as vítimas foi o que eles chamaram de ?omissão da empresa? e a falta de uma estrutura de segurança a qual pudessem recorrer. Segundo eles, a delegacia de Barra de São Miguel estava fechada durante a madrugada e quando abriu, às 7h, não registrou a ocorrência. ?Tivemos que registrá-la em Maceió?, disseram. Até as 10h de ontem as vítimas do assalto permaneciam no terminal rodoviário de Maceió, sem nenhuma assistência da Gontijo. ?Ficamos sem dinheiro, sem saber o que fazer e não apareceu ninguém da empresa, nem para prestar solidariedade. Só depois que chamamos a imprensa eles pagaram um lanchinho para nós?, disseram os passageiros. Por volta das 10h30, eles seguiram viagem no mesmo ônibus, com destino a Belo Horizonte. A reportagem tentou falar com representates da Gontijo, no terminal rodoviário da capital, mas só tinha os funcionários, que alegaram não poder falar em nome da empresa. Eles indicaram o senhor Augusto Freitas, no escritório, em Messias; mas lá, uma funcionária informou que ele não poderia falar, porque estava ?em audiência?.