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Delegado vai acionar Justi�a contra marido de prefeita

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Ednelson Feitosa Repórter O diretor-geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino, disse, ontem, que vai processar o marido da prefeita de Rio Largo, Vânia Paiva. Ricardo Scavuzzi foi preso no último mês de fevereiro durante a operação Mata do Rolo e acusou o delegado de tortura. Davino comandou a operação. Ele não chegou a formular queixa contra o delegado, mas o governo do Estado determinou a abertura de uma sindicância para apurar as denúncias, formuladas numa coletiva à imprensa. Na manhã de ontem, o secretário de Defesa Social, coronel Ronaldo dos Santos, apresentou o resultado das investigações, realizadas por uma comissão, presidida pela ex-secretária de Ressocialização, Magali Pimentel, e contou com a participação do representante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Alagoas, Narciso Fernandes. Segundo o relatório, ficou comprovado que não existe ?chapa quente? no presídio Cirydião Durval, onde Scavuzzi esteve preso, e que não houve tortura durante sua permanência no sistema prisional. ?Ficou comprovado que não existe nenhuma cela com as características descritas por Scavuzzi?, destacou o secretário. Quando prestou depoimento à comissão, Scavuzzi teria alegado que as torturas seriam moral e psicológica, não relatando agressão física, que motivou a sindicância. Ele também não apresentou testemunhas. O coordenador de planejamento da Prefeitura de Rio Largo mencionou, tão-somente, desconforto e calor. ?Temos que lembrar que um presídio não é igual a nossa casa. Certo tipo de conforto não pode existir, porque lá é uma prisão?, ponderou o coronel Ronaldo. O secretário ressaltou que foram escolhidas pessoas neutras para compor a comissão que apurou as denúncias. O grupo esteve na cela onde ele ficou quando chegou ao Cirydião Durval. É um setor de triagem, obrigatório para presos que ingressam no sistema. Participaram das investigações, além de Magali Pimentel, Silmarta Mendes e Elson Alexandre. Eles fizeram fotos dos locais onde Scavuzzi ficou preso para ilustrar a sindicância. O relatório será encaminhado ao Ministério Público, à OAB/AL e à Associação dos Delegados. Ricardo Scavuzzi foi preso durante a operação Mata do Rolo. Sua prisão foi determinada pela comissão de juízes do Núcleo de Combate ao Crime Organizado (NCCO), suspeito de participação em ações do crime organizado no Estado, inclusive do incêndio à Secretaria de Finanças de Rio Largo. Quando foi libertado, ele tornou público que teria sido torturado no presídio a mando do diretor-geral da Polícia Civil, Robervaldo Davino.

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