Polícia
PMs s�o presos e delegado � afastado
Maikel Marques GILVAN FERREIRA Repórteres Arapiraca - A delegada de Arapiraca, Kelly Kristinne Amorim, prendeu ontem três PMs e dois policiais civis, suspeitos de envolvimento em crime de extorsão e porte ilegal de armas. Dos cincos policiais, quatro são ligados à Delegacia de Defraudações, comandada até ontem à tarde pelo delegado Nilson Alcântara, que foi afastado do cargo. Foram presos o sargento Cardoso, que responde a dois inquéritos por homicídios e é acusado de envolvimento em outros 12 homicídios, os PMs da Silva e Amabílio Neto e os policiais civis Edilson de Azevedo Silva, lotado na Delegacia de São Miguel dos Campos e Sérgio, da Delegacia de Defraudações. Os policiais utilizavam um carro descaracterizado durante uma operação ilegal. A Gazeta apurou que um comerciante de Arapiraca seria a vítima de extorsão do grupo. Dos cinco policiais presos, três foram autuados em flagrante porque suas respectivas armas de fogo tinham registro irregular. Os PMs Cardoso e da Silva foram transferidos, sob forte aparato policial, para o presídio militar, no Trapiche da Barra; o agente Edilson Azevedo foi levado para o grupamento Tigre, em Maceió. Segundo a delegada Kelly Kristinne, uma arma [pistola] não tinha registro e outras duas [revólveres] tinham registro em nome de terceiros. ?De acordo com a legislação, a arma precisa ter registro no nome do portador?, justificou a delegada. Os cinco policiais não vestiam fardamento no momento da prisão. Um militar de plantão suspeitou da movimentação do grupo e decidiu abordá-lo. ?Eles estavam armados e foram conduzidos à Delegacia Regional?, confirmou o PM responsável pela detenção. Eles trafegavam num veículo Santana, placas MUG 6334/Maceió, pertencente a um dos cinco integrantes do grupo. IRREGULARIDADES ?Depois da averiguação, detectamos que o automóvel também apresenta irregularidades quanto ao licenciamento?, afirmou a delegada Kelly Kristinne. Ainda de acordo com ela, os policiais não portavam nenhum documento oficial que comprovasse ou justificasse o motivo da operação. Encaminhados à Delegacia Regional ao meio-dia, até as 18 horas de ontem eles não tinham prestado depoimento. Isso porque a delegada e seus agentes passaram todo o dia checando informações fornecidas pelo grupo. A Gazeta tentou ouvir os acusados, mas nenhum deles quis se pronunciar sobre o caso. Um grupo de policiais do Pelotão de Operações Especiais também ficou de plantão na porta da delegacia, aguardando uma solução para o caso. De acordo com a delegada, o agente civil Edilson de Azevedo Silva é lotado na Delegacia Regional de São Miguel dos Campos. Como ainda iria tomar o depoimento dos três detidos, a delegada não soube precisar a guarnição de origem dos outros dois soldados. ?Eles serão encaminhados aos respectivos superiores?, afirmou Kelly Kristinne.