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Polícia

Troca de tiros com PM causa mortes

Dois homens, um deles um jovem de 16 anos, foram assassinados durante troca de tiros com a Polícia Militar no último fim de semana. Segundo boletim do Centro de Operações da PM, L.S.S recebeu um tiro durante uma ronda realizada no domingo, quando estava n

Por | Edição do dia 04/04/2006 - Matéria atualizada em 04/04/2006 às 00h00

Dois homens, um deles um jovem de 16 anos, foram assassinados durante troca de tiros com a Polícia Militar no último fim de semana. Segundo boletim do Centro de Operações da PM, L.S.S recebeu um tiro durante uma ronda realizada no domingo, quando estava no Conjunto Virgem dos Pobres III, no Trapiche da Barra. O menor teria atirado ao ver a guarnição da PM e os policiais revidaram. O fato foi registrado no Deplan I e L.S.S. encaminhado à Unidade de Emergência Armando Lages, mas não resistiu aos ferimentos. Reginaldo Martins Pimenta, 44 anos, também foi morto ao trocar tiros com a PM. De acordo com moradores do Conjunto Santa Lúcia, no Tabuleiro do Martins, a vítima teria tentado assaltar um bar no momento em que uma viatura da Radiopatrulha passava pelo local. Iracema de Souza Paixão, proprietária do prédio onde também funciona o bar, contou que estava comemorando seu aniversário, quando Reginaldo Matins entrou no estabelecimento e começou a ingerir bebida alcoólica. “Ele se sentou como cliente. Comecei a achar aquilo estranho, porque ele era desconhecido e ficava observando o ambiente. Depois de muito tempo ele foi até a funcionária do bar e anunciou o assalto. Na mesma hora ia passando uma viatura e ele correu; atiraram nele na outra rua”, disse. A dona do bar relata vários casos de violência no bairro, principalmente, segundo ela, depois que sem-teto ocuparam um terreno, dando origem a uma favela. “Depois que eles invadiram a área e com umas vilas que apareceram aqui, a violência cresceu muito. Meu filho foi assaltado pela manhã aqui pertinho”, contou. Segundo a proprietária, o assaltante estava armado e os moradores pediram para a viatura parar. “No começo, os policiais deram tiro para cima. Foi a maior confusão. Soube que esse homem já esteve preso em São Paulo, passou 12 anos na cadeia. Aqui está um terror”, relatou. Iracema alugou o estabelecimento a uma senhora identificada como “Dora”, que resolveu deixar o bar fechado depois da violência do domingo. “Ela está muito assustada porque ficou com uma arma apontada para a cabeça”, disse. “Temos de atirar” O comandante do Batalhão de Radiopatrulha, coronel Carlos Alberto Luna, disse que nos últimos seis meses ocorreram três confrontos entre polícia e bandidos e que os 313 homens da RP estão prontos para atuar em situações mais arriscadas. Segundo ele, em certas ocorrências a única alternativa é atirar para não ser vítima. “Cada dia se torna mais freqüente a ousadia dessas pessoas com a Polícia Militar. Temos de evitar baixa no nosso efetivo, para que o policial também não seja vítima. Quando a situação exige, temos que atirar”, disse o comandante da RP. O maior número de ocorrências registradas pelo Batalhão de Radipatrulha é na periferia da Grande Maceió. “Nosso pessoal é preparado para esse tipo de ocorrência. Na maioria das vezes não é preciso nem acionar, porque estamos fazendo rondas. O batalhão de RP executa entre cinco e 10 prisões por dia”, acrescentou o comandante Luna.

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